Al-Qaeda Mata Editor De Revista LGBT No Bangladesh

Enquanto ontem por cá celebrávamos a Liberdade, o grupo terrorista Ansar Al Islam, filiado local da Al-Qaeda, assassinava Xulhaz Mannan, editor da única revista LGBT no Bangladesh. No ataque, Mahbub Tonoy, que pertencia ao conselho executivo da revista, foi igualmente assassinado. O editor trabalhava também na Embaixada Norte-Americana na capital Dhaka. A sua morte foi lamentada pela embaixada que se referiu a Mannan como “um querido amigo”.

Mannan estava num apartamento com Tonoy, quando seis homens irromperam pela casa adentro. Apresentaram-se como sendo funcionários dos correios e referiram que tinham um pacote para entregar. Os dois homens acabaram por morrer na sequência de agressões com facas e outros objetos, avançou a polícia de Kalabagan.

Mannan era chefe de redação da única revista LGBT do Bangladesh. A publicação chama-se Roopbaan e define-se como “uma plataforma que promove os direitos humanos e a liberdade de amar no Bangladesh”.

A embaixadora dos EUA no Bangladesh já disse estar “devastada com a morte brutal do Xulhaz Mannan”. Marcia Bernicat acrescentou: “Nós abominamos este acto de violência sem explicação e pedimos ao Governo do Bangladesh que prenda os criminosos que estão por trás destes homicídios o mais rapidamente possível”.

As autoridades do Bangladesh têm negado repetidamente que grupos islamitas tenham atividade no seu território. No entanto, a Reuters já confirmou que uma ala da Al-Qaeda no país reivindicou os assassínios. Numa mensagem online, o grupo disse que as vítimas tinham sido “pioneiras na prática e promoção da homossexualidade no Bangladesh” e que trabalhavam “dia e noite para promover a homossexualidade“.

A homossexualidade ainda é tecnicamente ilegal no Bangladesh sob um código penal da era colonial.

No lançamento da revista Roopbaan em 2014, Mannan descreveu-a como um “grande passo em frente” para a comunidade LGBT no país.

A principal razão desta publicação é promover o amor. Promover o amor e promover o direito de amar. A audiência para o amor é enorme e é para ela esta revista.

Que a nossa Liberdade não nos pareça universal ou eterna. E continuemos a luta de Mannan: o Amor.

Fontes: Observador, Pink News e G+ (imagem).

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