A Casa Branca celebra o Mês do Orgulho LGBT

A discriminação é tão século passado”. Palavras oferecidas em tom jocoso mas que reflectem bem a evolução dos Estados Unidos da América na luta pelos direitos da população LGBT e especificamente daquele que as diz, nada mais nada mesmo que o aliado Presidente Barack Obama. O facto de tal acontecer há apenas algumas horas na Casa Branca num evento de reconhecimento do Mês do Orgulho LGBT em que o próprio é anfitrião, é sinal dos tempos que vivemos. Se Obama tem razão quando afirma que a mudança leva tempo, a realidade é que, especificamente, nos quatro anos do seu segundo mandato, vimos o Presidente dos Estados Unidos da América a liderar um movimento absolutamente sem precedentes naquele que ainda é visto como o país de todas as oportunidades em que podemos sonhar com uma sociedade igualitária.

Outras provas disso é a inundação de mensagens de apoio ao Pride nas redes sociais pelas contas oficiais da Casa Branca e de outros órgãos governamentais, tais como o Departamento do Interior, responsável pelo reconhecimento do histórico The Stonewall Inn em Nova Iorque enquanto monumento nacional. O mesmo órgão promove agora que as pessoas LGBT encontrem o seu parque e mostrem o seu orgulho com o hashtag #ImOUTdoors (estou fora de portas).

Todos nós somos mais livres quando somos tratados como iguais”, palavras ainda do discurso de Obama que sedimentam o legado que vai deixar para trás no momento em que deixar a Sala Oval para Hillary Clinton, que apoiou oficialmente há uns dias. Porque não consigo (nem quero) sequer comportar o vislumbre da alternativa. Por enquanto continuemos a celebrar a transfiguração da sociedade Americana e Mundial causada pelo Nobel da Paz.

E talvez clamar que António Costa, cujo governo à esquerda colocou-se finalmente do lado certo da História com a mudanças legislativas pela igualdade das pessoas LGBT, também tenha orgulho na sua população LGBT: Senhor Primeiro Ministro, o Arraial Pride acontece já dia 25 de Junho. Vemo-nos por lá?

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