Visibilidade no Desporto Feminino

Com os olhos postos nos Jogos Olímpicos Rio 2016, aplaudimos de pé as vitórias no desporto feminino. Nestes Jogos, 45% dos atletas que participam são mulheres (nos Jogos de Londres em 2012 eram 44.2%). Adicionando ao número de atletas inscritas, os seus feitos em competição verificamos um aumento da visibilidade do desporto feminino.

Em Portugal, olhamos para Telma Monteiro como um exemplo. Um exemplo de garra no feminino, de quem persiste sem desistir do seu objetivo de conquistar uma medalha na competição olímpica.

O Brasil regozija-se agora com a judoca Rafaela Silva. É agora reconhecida pela sua medalha, pelo seu “ippon” aos ataques racistas que sofreu em Londres. Outro exemplo de superação é da equipa dos refugiados também foi notícia a atleta Yusra Mardini que nadou por 3 horas e meia para impedir que 20 pessoas se afogassem.

O futebol também é notícia. Enquanto a seleção masculina brasileira não vence, cada vez mais a selecção feminina conquista espaço na competição e sobretudo espaço mediático. Há quem diga que quase é preciso um “fracasso” no masculino para se valorizar o talento feminino de Cristiane, a maior goleadora da história da competição olímpica feminina e da Marta, jogadora que conta com mais golos do que Pelé com a camisola da selecção brasileira em todas as competições. Têm surgido até mesmo cânticos a dizer “Marta é melhor que Neymar”.

É exemplo também a selfie das duas atletas Lee Eun-ju, da Coreia do Sul, e Hong Un Jong, da Coreia do Norte. É exemplo as fotos tiradas das jogadoras egípcias de voleibol Nada Meawad e Doaa Elghobashy. Duas fotos que ultrapassam fronteiras culturais.

Estes são apenas alguns nomes que se salientam pelos melhores motivos. Porém, também há nomes de atletas que se tornaram visíveis por motivos menos bons, nomeadamente por títulos de imprensa claramente sexistas.

Em vez de congratular a americana Corey Cogdell pelo seu terceiro lugar numa das categorias de tiro, referiram-se à atleta apenas como “a mulher de um jogador dos Bears”. O mesmo aconteceu com a nadadora húngara Katinka Hosszu conseguiu o novo recorde mundial nos 400 metros, apenas “graças a seu marido”. As atletas olímpicas da Suécia foram chamadas de “Bonecas Suecas” pelo El Mundo, apenas comentando os seus atributos físicos. E para terminar, com bodyshaming feito à jogadora de andebol angolana Teresa Almeida e à ginasta mexicana Alexa Moreno.

Nunca antes se tinha falado tanto da participação feminina nos Jogos Olímpicos. Quer nos bons (excelentes!) momentos, quer na denúncia de atitudes sexistas.

Este é o início de uma maior visibilidade feminina. São as mulheres que mais estão a dar que falar nos Jogos Olímpicos. Seja no desporto, seja na visibilidade do amor, não fossem estes os Jogos que tiveram um pedido de casamento em público entre duas mulheres!

Fonte: UOL (imagem).

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