O Mundo Ideal

No mundo ideal, não há etiquetas. “Labels”, marcas, gavetas que a sociedade teima em criar para se entender melhor, com medo de se perder numa espécie de anarquia social.
No mundo ideal a realidade é simples. Somos pessoas com identidade e personalidade própria.

Ninguém nos define sem sermos nós próprios. Ninguém nos define apenas pelo L, pelo B, G, T ou pelo I. Ninguém nos reconhece apenas pela assexualidade, ou heterossexualidade. Uma letra não pode definir a própria vida, e muito menos a forma como os outros olham para a mesma. Para não falar em números. Números de quem beijámos ou dormimos.
No mundo ideal não nos sentimos constrangidos por peças de roupa ou por papéis de género.

Tendemos a contabilizar tudo. A nomear tudo. Sentimo-nos pressionados a encaixarmo-nos em siglas e em conceitos de modo a sermos compreendidos. E é esse o grande medo do ser humano: não ser entendido, ser desprezado, ser rejeitado.

No mundo ideal somos apenas pessoas. Pessoas sem a necessidade de explicar a sua identidade. Pessoas que ambicionam realizar-se no seu mundo profissional, pessoal e/ou familiar. Pessoas que procuram traçar o seu próprio trajeto.

No mundo ideal não somos coagidos a viver segundo as “normas” que nos possam impor.
No mundo ideal somos livres. Livres não só de preconceitos, mas livres no sentido mais simples da palavra. Pois a verdadeira liberdade está por detrás de um sorriso de quem não finge ser outro alguém que não o próprio.

No mundo ideal somos nós próprios, livres.

E que sejamos sempre assim.

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