Música com Q: 7 de Outubro

Pois, a Lady Gaga lançou um novo avanço de ‘Joanne‘, o seu quinto álbum de originais. A cantora anda numa Dive Bar Tour, uma digressão por bares rasca ou hipster-cool, e tudo aponta para uma nova direção e sonoridade para Gaga. Depois do pop, dance e jazz vêm os blues e o country. E esta ‘Million Reasons‘, uma balada simples acabadinha de lançar e com um sabor de Nashville, é uma prova disso mesmo.

A dinamarquesa lançou hoje ‘Drum‘, um novo single em jeito de hino de independência e individualidade, com participação da também conhecida Charli XCX na composição. O britânico MNEK, conhecido tanto pela sua carreira como cantor como pela quantidade gigantesca de créditos – enquanto co-produtor e co-autor de canções com outros artistas, que acumulou em tão pouco tempo – fez um cover upbeat e divertido do clássico ‘Don’t Stop Me Now‘ dos QueenAlicia Keys – com A$AP ROCKY, um dos poucos rappers aliados da comunidade LGBT – mostra mais um tema do novo trabalho, ‘Blended Family‘, sobre o custo (e recompensa) de manter um Amor. Ani Di Franco lança também um novo single de ‘Binary‘, ‘Play God‘, disco que só ouviremos para o ano que vem.

Os Greenday lançaram um disco novo também… mas não é BEM a mesma coisa. Para a coisa ficar mesmo queer, e porque me apetece, vamos lá recuar um pouco e  relembrar lançamentos já com uma ou duas semanas, mas com novidades.

É o caso do single ‘Meteorite‘ dos Years & Years que entretanto teve direito a companheiro visual num video (novamente) desavergonhadamente queer focado no carisma magnetizante do frontman Olly Alexander. A desfrutar e aprender a coreografia.

Vamos também recuar até à semana passada e destacar (ainda mais e novamente) o soberbo ‘A Seat At the Table‘ da Solange. À primeira audição adivinhava-se já um grande disco, mas a riqueza da música revela-se aos poucos e torna-se deslumbrante passadas umas quantas repetições. A própria narrativa do disco assim o impõe, explorando tópicos cruciais para qualquer mulher negra que viva nos Estados Unidos – ou qualquer defensor dos direitos humanos dentro e fora deles. A discriminação racial e de género são foco central do disco e na voz doce de Solange mora uma maturidade absolutamente desarmante e inesperada. Este é um daqueles discos que definem e informam a carreira de uma artista: Solange já não precisa jamais de se preocupar, nunca mais será conhecida como a irmã de Beyoncé, mas sim como a mulher que teve a coragem e a arte de lançar uma colecção de canções tão orgulhosas e fortes no seu poético ativismo.

Foram esta semana lançados dois videos de ‘A Seat At the Table‘, realizados pela cantora e pelo seu marido Alan Ferguson, para canções fulcrais do disco: ‘Cranes in the Sky‘ e ‘Don’t Touch My Hair‘ (em baixo). Até para a semana.

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