Príncipe Harry Recebe Prémio Pelo Legado Da Princesa Diana Na Luta Contra O VIH/SIDA

O Príncipe Harry recebeu ontem um prémio póstumo pelo legado da Princesa Diana, sua mãe, na luta contra o VIH/SIDA desde a década de 1980. O príncipe explicou em palco como ele e o seu irmão, o Príncipe William, permanecem ainda hoje “incrivelmente orgulhosos” pela determinação da sua mãe na luta pela mudança da percepção mundial sobre a doença e garantir o progresso no tratamento de pessoas seropositivas.

Num emocionado discurso, o príncipe Harry explicou que em abril de 1987 a sua mãe tinha apenas 25 anos, mas “já sentia a responsabilidade de se focar em pessoas e questões que muitas vezes eram ignoradas pelos meios de comunicação“. E era precisamente o VIH/SIDA um dos temas mais estigmatizantes na altura. “Ela sabia que a ignorância sobre a doença criava uma situação perigosa quando misturada com a homofobia“, explicou em palco.

Ela sabia exatamente o que fazia. Ela usou a sua posição de Princesa de Gales – a mulher mais famosa do mundo – para desafiar todas as pessoas a educarem-se, para encontrar a sua compaixão e para chegar a quem precisava da sua ajuda.

Princess-Diana vih sida
No “Casey House Hospice” na década de 1990

 

Darren Styles, editor da revista Attitude, disse na cerimónia que “para lá da beleza e do estilo famosos de Diana, havia um impulso para o ativismo apaixonado.”

E explicou também a noção de responsabilidade que Diana tinha: Muito poucos indivíduos tiveram o poder de mudar a mentalidade de milhões de pessoas naquela época, mas Diana sabia que ela era uma delas – e ela escolheu exercer seu poder para melhorar a vida de homens gays que sofreram com o VIH/SIDA. Sem a máscara, o vestido ou as luvas glamorosas, ela tocou e abraçou os doentes e os moribundos, quando a ideia comum na altura era que compartilhar talheres ou casa de banho pública seria suficiente para a infeção.”

A instituição de caridade cujo nome homenageia a Princessa falecida em 1997, The Diana Award, trabalha igualmente ma luta contra o bullying homofóbico, bifóbico e transfóbico.

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Fontes: PinkNews e The Mirror.

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