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Queer Lisboa 22: “Los Días Más Oscuros de Nosotras” de Astrid Rondero

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Fantasmas do passado, limitações antigas que nos condicionam diariamente e no futuro. Mesmo quando confrontados ou reconhecidos muitas vez a dor não perece e informa cada decisão que se toma. A primeira longa metragem de Astrid Rondero, Los Días Más Oscuros de Nosotras, retrata isto na vida de Ana, uma bem sucedida arquiteta que volta a casa, Tijuana no México, para ser a responsável de um projeto de construção gigante e vai contra a sua própria palavra quando prometeu, décadas atrás, nunca mais regressar.

Esta relação complicada entre as raízes e traumas por elas deixados, ou muitas vezes, erigidos, é muito bem refletida por Sophie Alexander-Katz, a protagonista desta história. Estar presente de novo na terra que a viu crescer e sofrer causa a Ana um transtorno físico e emocional palpável e, apesar deste melodrama falhar na execução alguns pormenores narrativos mais secundários, é nessa mágoa antiga e constantemente presente em cada segundo a vida de Ana que Rondero singra e se torna mais memorável nesta estreia.

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