Retrospectiva 2018: memórias arco-íris

Dia 31 de dezembro e as inevitáveis listas de melhores – ou piores – do ano populam sites, colunas de opinião e blogues. Incapazes de fugir a esta regra implícita e na tentativa de incidir luz nos temas que mais nos tocam, damos destaque aos vários tópicos e acontecimentos nacionais ou internacionais que tenham marcado o ano que agora finda, mês a mês. Entre temas mais polémicos – Olá, Papa! Olá, Bolsonaro! – e outros mais unânimes – Pabllo Vittar, YAAAASSSS! – , vale a pena recordar e perceber o que 2018 nos trouxe para que possamos com isso viver um melhor 2019. Vamos a isso?

Janeiro começou desde logo com uma tremenda posição feminista nos Globos de Ouro, contra o assédio, a violação, contra a subvalorização feminina:

Esta tomada de posse feminina não tinha semanas contadas e os homens acusados que tínhamos conseguido expulsar não poderiam mais voltar! Não podíamos mais fingir que o problema não existia. Não podemos mais sair impunes quando não convidamos mulheres a falar, a trabalhar, a criar e quando não as celebramos por o terem feito!

Este foi também o mês em que a Fórmula 1 anunciou o fim das “Grid Girls”:

Não se trata aqui de desdenhar o trabalho das modelos, mas sim em todo o cenário criado em torno do pódio e da idolatração do homem com a submissão tradicional da mulher.

Fevereiro foi um mês em que a aposta cultural portuguesa teve forte destaque n@ esQrever, com a primeira entrevista presencial ao projeto musical Fado Bicha:

O Fado sempre foi bicha. Bicha no sentido marginal, aquilo que é pejorativo que socialmente vem de baixo, da rua. Inicialmente no meio das prostitutas, dos marinheiros, dos faias, o Fado gerou-se nesse ambiente mais boémio e clandestino da sociedade. O Fado Bicha vem dar forma a esse regresso às origens para os dias de hoje, porque havia muitas pessoas que não se reviam nas histórias que o Fado dito tradicional apresentava, porque nunca houve uma história entre dois homens ou duas mulheres e muitas vezes elas eram até escritas por poetas homossexuais. Estava na hora de alguém dar voz a estas narrativas!

Mas este foi também um mês de várias saídas do armário, nomeadamente o de Adolfo Mesquita Nunes, vice-presidente do CDS:

Se para mim é completamente natural, porque tenho a sorte de ter família, amigos e meio social onde a orientação sexual não é assunto, sei que para milhões de pessoas é assunto, porque são vítimas de perseguições, de bullying, de ameaças, de assédio, de morte, de discriminações.

No campo desportivo, Portugal viu, por fim, um atleta olímpico assumir-se homossexual, Célio Dias entrou assim para a história:

A visibilidade das pessoas LGBT em todas as áreas da sociedade é absolutamente fundamental e não deve nunca ser desprezada e banalizada. É importante para todos aqueles e aquelas que cresceram sem exemplos como o Célio perceber que o desporto e a identidade e orientação sexual não são mutualmente exclusivos.

Março trouxe-nos a emancipação feminista, bissexual e afrofuturista de Janelle Monáe:

Espero que a mensagem de liberação sexual passe. Que as pessoas se sintam mais livres, não importa quem sejam e que se sintam celebradas. Porque é sobre o empoderamento feminino. É sobre controlar a nossa narrativa e o nosso corpo. É importante para mim deixar as pessoas saberem que não me possuem nem me controlam e não vão usar a minha imagem para difamar ou denunciar outras mulheres.

Este foi também o mês em que Adam Rippon quebrou preconceitos com o seu ativismo exuberante, sem vergonha:

Temos de ser masculinos, discretos. Por isso controlamos os pulsos quebrados, as roupas exuberantes, as onomatopeias descaradas, a maquilhagem colorida, os gritos mais estridentes, os saltos que sempre desejamos ter, os comentários a rapazes giros na rua. Fora do armário reprimimos quem somos na mesma. A toda a hora. Porque não queremos ser vistos como paneleiros. Porque somos paneleiros.

Março ficou marcado pelo assassinato de Marielle Franco com quatro balas na cabeça depois de participar num evento sobre ‘Jovens Negras Movendo Estruturas‘:

Houve uma ausência que saltou à vista, apesar de ter facilmente encontrado informação sobre a sua bissexualidade: eram raras, muito raras as menções a este aspecto da sua identidade. Falou-se de ser mulher, negra, feminista, ativista, da flavela, mas ela assumir-se bissexual e casada com uma mulher foi um aspecto largamente omitido nos meios de comunicação nacionais.

Em abril voltou a fazer-se história no Parlamento ao ser aprovada a lei que visa a autodeterminação de género a partir dos 16 anos, sendo então possível fazer a mudança os documentos de identificação no Registo Civil em conformidade com o género determinado pelo próprio ou própria:

O que está e esteve sempre em discussão foi a possibilidade de qualquer pessoa se autodeterminar e escolher como quer ser identificada legalmente, sem a necessidade de testes nem relatórios médicos.

No sentido oposto do espectro, tivemos uma figura pública, Cinha Jardim, a fazer comentários homofóbicos em horário nobre da televisão portuguesa:

Acontece que o episódio não se limitou apenas ao grave comentário homofóbico de Cinha, quando esta se apercebeu do que tinha dito recuou e o resto do painel desatou em risos e palmas, uma espécie de validação do tom com que a comentadora proferiu aquelas palavras. Afinal podemos ter um programa todo moderno com duas bichas, mas não deixamos de rir quando alguém as ofende. Não se pode ter tudo, não é?

Abril só faz sentido com o dia 25. E por isso fomos descer a Avenida da Liberdade, porque o dia também é nosso:

Foi incrível começar a marcha e ter uma série de adolescentes a juntar-se ao bloco espontaneamente e a chegarem ao Centro LGBT e ficarem fascinados dele existir de todo. Liberdade e revolução, para todos e todas.

Quase um mês depois da aprovação em sessão plenária da Assembleia da República da lei da autodeterminação de género, Marcelo Rebelo de Sousa decidiu vetar a mesma lei em maio, pedindo ao Parlamento que este pondere “a inclusão de relatório médico prévio à decisão sobre a identidade de género antes dos 18 anos de idade“:

Marcelo Rebelo de Sousa deixou-se derrubar novamente pelo populismo que lhe é latente desde o início do seu mandato e influenciar-se, não pelos profissionais competentes das mais diferentes áreas médicas que se pronunciaram inúmeras vezes pela aprovação do diploma, mas sim por pressões de alas mais conservadoras.

Sandra Cunha, deputada no Parlamento pelo Bloco de Esquerda e longa defensora dos direitos das pessoas LGBTI, assumiu-se mulher lésbica, a primeira deputada a assumir-se como tal:

Há (vários deputados e deputadas) no Parlamento que também não escondem a sua homossexualidade. Fazem a sua vida. Alguns até partilham parte dela nas redes sociais, o que quebra a separação entre a esfera pública e a privada. Só não falam nisso com jornais, rádios ou televisões.

Maio foi o mês que viu a associação It Gets Better Portugal apresentar uma nova websérie de forma a “alargar o diálogo às famílias e quebrar tabus”:

Da nossa experiência, sabemos que o coming out e a rejeição da família são duas das maiores preocupações dos jovens LGBT​Q+​. Todos os meses recebemos pedidos de ajuda e mensagens de pessoas sobre como fazer o coming out para a família. Mas, apesar de ser um tema tão recorrente, há pouquíssimas coisas a ​falar dos dois lados da história e ainda menos a contar histórias positivas.

Já o Papa Francisco reforça a sua posição contra a admissão de novos padres com ‘tendências’ homossexuais:

São mensagens certamente contraditórias, porque, aparentemente, Deus ama aquele homem, mas não o suficiente para que este possa candidatar-se ao sacerdócio. Deus ama os gays, mas só se não tiverem tendências homossexuais, seja lá o que isso for. E quanto à tremenda preocupação com a sexualidade, recordemos, esta deverá ser inexistente ao entrar naquela carreira. E deverá ser inexistente tanto para gays ou bis, como para heteros. Como tal pergunto, que importância tem a orientação sexual dos sacerdotes para uma boa prática das suas funções? Deus até ama alguns deles, repare-se.

Em junho vimos a Associação Irlandesa de Futebol justificar a numeração arco-íris que os seus jogadores usaram no jogo amigável contra os Estados Unidos da América:

Não é apenas um número, isto é uma afirmação. É a Irlanda a apoiar os direitos LGBT.

19ª Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa trouxe 10.000 pessoas às ruas lisboetas:

Partilhamos convosco uma pequena amostra das dezenas de associações e colectivos que participaram na celebração da igualdade para todos e todas. Porque é essa a nossa força, a união entre a diversidade!

Dias depois, a Ana Aresta, Vice-Presidente da ILGA Portugal, num texto universalmente pessoal, explicou-nos o que significa um Arraial:

A miúda recém-chegada daquela cidade a que @s lisboetas chamavam de província (não interessa o nome, qualquer uma serve), imbuída de uma grande vontade de viver, mas incapaz de articular para si própria aquelas letrinhas maliciosas que de vez em quando se descolavam do mais remoto cantinho do cérebro para despoletar as maiores das ansiedades: L-É-S-B-I-C-A.

E eis que surge o maior evento LGBTI nacional, o Arraial Lisboa Pride, que teve Pabllo Vittar no centro das atenções daquela noite:

Os arcos-íris inundaram um dos mais reconhecíveis espaços públicos Lisboetas, levados com o orgulho de todas as pessoas que ali foram viver a sua verdade. E foi a maior enchente de sempre: 60.000 pessoas! Cada vez mais livres. Cada vez mais elas.

Julho foi o mês do lançamento de Nanette, o stand-up sensação da comediante Hannah Gadsby:

É por isso que a comédia, como é hoje construída em torno desta humilhação tão saudável para quem está no poder, não presta um serviço a pessoas cujas histórias, como as de Hannah, são inferiorizadas e tornadas invisíveis diariamente.

Foi também quando a 13ª Marcha do Orgulho LGBT+ do Porto “desacomodou” o Norte do País:

Por uma sociedade mais livre e igualitária, tomando o espaço público como palco deste movimento arco-íris. E as pessoas responderam ao descer à Praça da República numa tarde quente que trouxe as cores da diversidade à cidade do Porto e que culminou na Praça de D. João I.

Com espaço para melhoramentos e depois de avanços e recuos, foi, por fim, aprovada a lei da autodeterminação de género, depois de reapreciação na Assembleia da República:

É altura de celebrar. Que menos pessoas tenham assim as suas vidas em suspenso pela impossibilidade de definirem quem são.  E todos os dias verem essa vontade invalidada com consequências mais nefastas do que poderemos alguma vez imaginar.

No último dia do mês surgiu a notícia que Coréon Dú, nome artístico de José Eduardo Paulino dos Santos, filho do antigo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, assumiu a sua homossexualidade:

Homem gay solteiro. O que os meus amigos pensam que faço; O que a minha mãe pensa que faço; O que o meu pai pensa que faço; O que a sociedade pensa que faço. O que eu penso que faço; E o que realmente faço.

Em agosto surgiu um estudo que concluiu não haver transmissão do VIH quando parceiro seropositivo é devidamente medicado:

O mais importante agora é garantir que continuemos compartilhando esta mensagem e educar as pessoas o mais longe possível para ajudar a melhorar a vida das pessoas que vivem com o VIH em todo o mundo.

Nesse mesmo mês saiu igualmente um outro importante estudo em que se volta a confirmar que crianças de famílias homoparentais estão bem 25 anos depois:

Quando comparadas com os seus pares que foram criados por casais heterossexuais, a pesquisa não encontrou diferenças significativas em relação ao “funcionamento adaptativo (família, amigos, cônjuges ou parceiras e desempenho escolar ou profissional), problemas comportamentais ou emocionais ou saúde mental”.

Já na área desportiva, agosto também ficou marcado quando a UEFA entregou, pela primeira vez, o prémio Equalgame:

Com o objetivo de “promoção da diversidade, da paz e da reconciliação, pelo futebol para todos, pela saúde, pela defesa do ambiente e pela luta contra a discriminação, o racismo e a violência.” Este prémio surge inserido numa campanha de promoção da UEFA de valores “como a inclusão, a igualdade de género e o combate à discriminação.

Setembro teve início com um importante marco à escala global quando a Índia, um dos países mais populosos do mundo, discriminalizou a homossexualidade:

A decisão de descriminalizar foi tomada hoje por unanimidade dos cinco juízes do Supremo Tribunal. Referem os juízes que a lei é irracional, indefensável e manifestamente arbitrária e que ao impedir sexo consensual entre adultos não pode ser considerada constitucional. Referem ainda que o tribunal tem plena consciência de que a homossexualidade não é doença mental. Pedem ao governo que esta decisão seja publicitada largamente para contrariar estigmas e permitir à população LGBT viver com dignidade. A juíza Indu Malhotra lembrou que a história deve uma desculpa à comunidade LGBT.

Foi também este mês que viu reforçado o evento Miss Drag Lisboa 2018, com aposta forte na qualidade e dimensão do mesmo:

É surpreendente ver tanta gente num evento como este quando apenas há uns anos tal coisa era perfeitamente impensável. O drag está a tornar-se num movimento dentro da comunidade LGBT portuguesa e o concurso Miss Drag Lisboa é um exemplo absolutamente triunfante disso mesmo.

Setembro também rima com Queer Lisboa há pelo menos 22 anos:

O Queer Lisboa 22 teve início no passado dia 14 e, através do filme Diamantino, trouxe ao Cinema São Jorge uma multidão de pessoas que obrigou a organização do festival a adicionar uma segunda sessão para acomodar toda a gente. Um ótimo prenúncio para o festival.

Este foi um mês que trouxe uma polémica, no mínimo, peculiar: o estado da relação entre o Egas e o Becas:

Ressurgiu a notícia de que as populares personagens Egas e Becas da aclamada série infantil Rua Sésamo eram gays. Desta vez, porque o rumor tem surgido ao longo das décadas, a notícia dá-nos a confirmação via Mark Saltzman, um dos autores da série. Mas há aqui vários problemas, nem as personagens foram criadas com a ideia de formarem um casal em 1969, nem as reações homofóbicas à notícia são desculpáveis e nem o esclarecimento oficial da Rua Sésamo, que nega qualquer orientação sexual ao Egas e ao Becas, é acertado.

“Rafiki” fez história ao ter sido o primeiro filme queniano em competição no Festival de Cannes e em outubro fez novamente história no seu país de origem e para tod@s @s quenian@s que tiveram na passada semana a oportunidade de vê-lo:

Este filme inspirado no conto premiado “Jambula Tree” da ugandense Monica Arac de Nyeko, pode ser visionado num cinema de Nairobi no Quénia, depois da sua exibição ter sido proibida por “legitimar” e promover uma relação lésbica. Este levantamento temporário da proibição por sete dias, possível graças à decisão de uma juíza do Supremo Tribunal de Nairobi, permite ao filme candidatar-se ao prémio de Melhor Filme Estrangeiro dos Óscares da Academia. Não é façanha pequena. As reações são muitas e esta é, claro, uma das grandes notícias para a luta e visibilidade LGBTI em países africanos, extremamente conservadores e que criminalizam ainda a homossexualidade.

Em outubro conhecemos o caso de um juiz norte-americano que continuava a ser considerado para o lugar de Juiz no Supremo Tribunal Norte-Americano, um emprego vitalício, apesar de estar a ser acusado de assédio sexual e violação por parte de três mulheres:

A verdade é esta… Há um momento bastante particular na vida de uma mulher. É aquele segundo vital que separa a ideia de que a violação e o assédio são realidades distantes e reservadas às “outras mulheres” ou aos filmes ou à ficção, e nos apercebemos que faz parte do nosso dia-a-dia. A partir daí passamos a fazer as nossas rotinas, as nossas idas ao supermercado por exemplo, sabendo que isto nos vai acontecer a uma de nós. Se não for a mim, será à minha irmã ou à minha amiga. É só uma questão de saber o quando, numa espécie de roleta russa com piores probabilidades.

Linn da Quebrada deu-se igualmente a conhecer neste mês em Portugal com vários espetáculos e conversas:

Nestes caminhos da luta pelos direitos e pela igualdade caímos muitas vezes num facilitismo de pensamento e de abordagem aos assuntos, não considerando muita vez a caixa que está fora da caixa. Que já estava fora de outra. E para mim Linn Da Quebrada foi a derradeira caixa de Pandora.

Outubro foi igualmente um mês de mudança no Brasil com a vitória do candidato racista, misógino, homofóbico e transfóbico, Bolsonaro:

Pergunto, como será a vida das pessoas LGBTI no Brasil a partir de hoje? E aquelas, ativistas, que dão a cara pelos direitos da população? A legitimação do discurso altamente homofóbico e transfóbico de Bolsonaro nas urnas abre que precedentes? Que desculpa terá hoje um homofóbico para não agredir um gay ou uma lésbica com este resultado político em que a maioria validou todo o discurso ofensivo repetido nos últimos anos pelo candidato? Que diferença fará na vida destas pessoas após esta validação nas urnas? Que valor terão elas – e por equivalência nós – aos olhos daquele País?

Foi em novembro que Portugal percebeu que neonazis espalharam cartazes em escolas contra ‘ideologia de género’:

A extrema-direita tem encontrado maneira de propagar a sua mensagem xenófoba, racista, homofóbica e transfóbica em formatos apelativos que contornam as leis nacionais no que toca ao discurso de ódio e ao incentivo à violência. A liberdade de expressão, fundamental em qualquer democracia, é uma espada de dois gumes. Importa saber de que lado estamos.

Este foi também o mês em que várias associações pela defesa dos direitos humanos denunciaram o que já se temia, que Arábia Saudita “torturou mulheres ativistas”:

A Arábia Saudita torturou e assediou sexualmente ativistas de direitos humanos, incluindo várias mulheres. Prisioneiras da Prisão de Dhahban terão sido eletrocutadas, açoitadas e assediadas sexualmente.

Já pela Europa, o Tribunal Europeu considerou proibição de Prides na Rússia uma “violação dos direitos humanos”:

O tribunal defendeu igualmente o seu parecer afirmando que a recusa da Rússia em permitir a realização de eventos públicos LGBT não pode ser justificada com preocupações de desordem pública e que esta viola os direitos à liberdade de reunião e de “não ser discriminad@“. A proibição “foi claramente motivada pela desaprovação das autoridades ao tema das manifestações“, concluiu o tribunal.

Começámos dezembro com uma importante entrevista a Rui Guerreiro, do CheckpointLx, no Dia Mundial de Luta Contra a SIDA:

A PrEP nos hospitais não dá resposta a quem mais precisa dela. Já era previsto por quem contacta com as pessoas com risco acrescido e que são elegíveis para o tratamento. Nomeadamente pela dificuldade no acesso aos cuidados de saúde. Mesmo depois de implementada (a PrEP), os tempos de resposta em grande parte dos hospitais passam em larga escala o definido na norma de orientação clínica da DGS. Por isso o caminho é descentralizar o acesso à PrEP, disponibilizando-a em ambiente comunitário.

Este é igualmente um mês marcado pelo dia 25 e não esquecemos o Natal de cada pessoa:

Idealmente, o Natal é a festa da família. Imaginamos logo uma casa cheia de gente com comida na mesa, presentes à volta da árvore de Natal, músicas da quadra, etc. No entanto, há Natais muito diferentes. Muita gente prefere, ou então por circunstâncias da vida, viver o dia mais esperado de dezembro de outra forma.

Para terminar o ano em grande, anunciou-se que o beijo entre o atleta olímpico Gus Kenworthy e Matt Wilkas foi considerado ‘momento desportivo gay do ano’:

Ser capaz de fazer isso, dar-lhe um beijo, ter esse afeto transmitido ao mundo é incrível. A única maneira de realmente mudar percepções, derrubar barreiras, acabar com a homofobia é através da representação. Isso definitivamente não é algo que eu tive quando criança. Eu nunca vi um atleta gay beijar o seu namorado nas Olimpíadas. Acho que se tivesse, seria mais fácil para mim.

A diversidade dos temas por aqui retratados fazem adivinhar um 2019 igualmente rico e preenchido, sempre na tentativa de abordá-los de uma perspetiva LGBTI cada vez mais feminista. É isso que prometemos continuar a fazer enquanto vos desejamos (mais) um ano de conquistas, orgulhosamente 🌈

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