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O Arco-Íris Country de Kacey Musgraves

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Muitos não tinham ouvido o nome Kacey Musgraves até à última noite dos Grammy, mas a realidade é que a artista de música country, originária do Texas, já conta com uma carreira discográfica de 7 anos. Mas foi com Golden Hour, o seu quarto álbum de originais e um dos nossos álbuns favoritos do ano passado, que conquistou um público mais alargado com este doce crossover entre o country, a folk e a pop. Foi com que ele que ganhou o Grammy mais cobiçado de 2019, o de Álbum do Ano, uma surpresa para muitos e também para a própria artista que o recebeu humildemente e comovida. Recebeu todos os outros três prémios para os quais estava nomeada, atuou sozinha e em tributo a Dolly Parton ao lado da própria e de Miley Cyrus.

Não é todo estranho que Musgraves mostre veneração a Dolly Parton, dado que ambas são manifestas ativistas da causa LGBT. Kacey fê-lo desde cedo na sua carreira, quando no seu álbum de estreia Same Trailer, Different Park, escreveu “Follow Your Arrow” com referências a amor entre pessoas do mesmo sexo, que trouxe de imediato controvérsia por parte de alas mais conservadoras. Um pastor do Colorado chegou a dizer em tom de ameaça que outrora a cantora não escaparia impune e seria convocada “uma corda“. Mas isto não demoveu Kacey que afirmou que também ela tinha sido homofóbica quando era mais jovem e que tudo mudou quando o seu melhor amigo saiu do armário.

E teve logo a admiração do público LGBT que lhe confessava que, tendo crescido em cidades pequenas e conservadoras, sempre tinham sentido que o country era parte das suas vidas mas era totalmente contra a sua identidade. Uma festa para qual nunca eram convidados ou convidadas. “Estão convidados para a minha festa. Não quero que ninguém se sinta excluída com a música country, um género que é suposto ser real e das pessoas. E porque amo tanto o country disse ‘Ok, vou ter uma audiência totalmente gay e pronto'”. Tem participado em vários eventos da comunidade incluído noites drags em Nashville e até no programa de televisão RuPaul’s Drag Race, visto que, à semelhança também de Dolly Parton, se sente muitas vezes uma drag queen.

Lança agora, depois de a ter cantado nos Grammy, a canção “Rainbow” em formato visual, que já tinha sido abraçada pelos seus fãs LGBT como o seu hino. No video vemos Kacey a acompanhar várias histórias problemáticas: a de uma mãe solteira, de um alcoólico, de uma idosa atirada à solidão e de um jovem queer em busca da sua identidade num ambiente familiar tumultuoso. Diz-se feliz de ter sido abraçada pela comunidade LGBT como um novo ícone gay mas diz: “Sonho com o dia em que teremos um ícone gay da música country, que é ouvido e orgulhoso e um verdadeiro herói para os fãs de música country, especialmente nas pequenas cidades onde as pessoas LGBTQ+ se sentem aterrorizadas de ser elas mesmas e de que têm de se esconder“. E com ela continuaremos a sonhar. E agradecer-lhe por ser uma voz tão inclusiva num género que o é tão pouco e numa altura em que a igualdade parece mais ameaçada que nunca. Todo o amor para Kacey Musgraves. Dos dois lados do arco-íris.

Fonte: OUT

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