A pujança de Conan Osíris não foi suficiente para a final da Eurovisão

Decorreu na noite de terça-feira a primeira semi-final da Eurovisão e Conan Osíris representou Portugal com o divisivo tema Telemóveis. Numa performance mais enraivecida – quem sabe se devido aos problemas técnicos que persistiram nos ensaios nos últimos dias – Conan, acompanhado do seu inseparável bailarino, João Reis Moreira, brilhou no imenso palco eurovisivo de Telavive. Mas não foi suficiente para levar Portugal à finalíssima no sábado.

Não deixou de ser evidente que o arrojo de Conan não foi ao encontro do palato do público Eurovisivo e que este futurismo urbano não foi traduzível para todas as sensibilidade. Mas é aviltante entradas fedorentas como São Marino e Estónia terem passado deixando para trás uma canção incrível e uma performance ainda melhor, apesar de todos os problemas impostos pela organização israelita que, possivelmente, terá tido algum efeito inesperado no voto final. Entrem as teorias da conspiração.

De ressalvar a qualificação da banda islandesa Hatari, com o seu BDSM eletro punk, com uma queerness latente e uma sexualidade bem exposta para provocar e libertar. Mensagens de inclusão LGBT de Dana International, vinte e um anos depois de ‘Diva’ e de Bilal Hassani, concorrente francês, mostrando que a identidade queer e LGBT são benvindas na Eurovisão. Desde que não fujam demasiado à regra. Tudo escangalhado. Mas muito, MUITO, orgulhoso de Conan Osíris. Não foi certamente a última vez que o vimos a tentar quebrar a barreira do preconceito.

Vejam ou revejam a performance de Telemóveis na semi-final:


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