PrEP: Infeções pelo VIH diminuem 71% entre homens britânicos gays e bissexuais

O número de pessoas diagnosticadas com VIH no Reino Unido caiu substancialmente desde 2012, segundo dados divulgados pela Public Health England. Homens gays e bissexuais sofreram o declínio mais dramático em novas infecções, diminuindo em 71% o caso de infeções pelo VIH. Este resultado foi atribuído ao aumento no uso da profilaxia pré-exposição, ou PrEP. Ativistas estão a pressionar o governo britânico para que disponibilize mais amplamente a PrEP, que é quase 100% eficaz na prevenção da transmissão no que toca ao VIH/SIDA.

Das 103.800 pessoas que vivem com o VIH no Reino Unido em 2018, 93% foram diagnosticadas com o vírus. Dessas, 97% estão a receber tratamento. E destas, 97% são, como resultado dos tratamentos adequados, indetetáveis, o que significa que não podem transmitir o vírus. Entre homens gays e bissexuais, a transmissão do VIH caiu de 2.800 em 2012 para 800 em 2018. O teste de VIH aumentou bastante na última década. E o número de ‘homens que fazem sexo com homens’ sem diagnóstico do VIH diminuiu pela metade entre 2014 e 2018, para 3.600.

Matt Hancock, Secretário de Estado da Saúde, disse que o Reino Unido estava no caminho para atingir o seu objetivo de acabar com a transmissão do VIH até 2030:

“Sinto fortemente que devemos acabar com a transmissão do VIH. O VIH trouxe dor e sofrimento incalculáveis a muitas pessoas, por isso é encorajador ver as transmissões continuarem a cair em todo o Reino Unido”.

Atualmente, a PrEP está disponível gratuitamente para pacientes de alto risco na Escócia e no País de Gales, mas muitos na Inglaterra tiveram que esperar até que pudessem ter acesso a um estudo de impacto que começou apenas em setembro de 2017.

Debbie Laycock, diretora de políticas do Terrence Higgins Trust, disse que agora é necessário um foco além das comunidades estereotipadas associadas ao VIH.

“O facto de ainda estarmos a assistir a 43% de todos os novos diagnósticos de VIH em estágio avançado, principalmente entre homens heterossexuais e acima dos 50 anos, é evidência da necessidade urgente de envolver esses grupos em torno da prevenção contra o VIH e a testes regulares.”

As infeções em estágio avançado têm um risco dez vezes maior de morte no ano seguinte ao diagnóstico, em comparação com aquelas diagnosticadas precocemente e iniciam o tratamento de imediato. Daí que sejam necessárias desenhar novas estratégias de diagnóstico para os grupos que constituem a maioria destes casos de infecções de estágio avançado, nomeadamente homens heterossexuais com mais de 50 anos. Isto porque a expectativa de vida das pessoas que tomam medicamentos anti-retrovirais prescritos num estágio inicial está agora totalmente alinhada com a da população não infectada.

No contexto português, importa ler a entrevista: Rui Guerreiro do CheckpointLx sobre o VIH: “A PrEP nos hospitais não dá resposta a quem mais precisa”.

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Fontes: BBC e Playbuzz.


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