Woman: O documentário que nos mostra a diversidade e a força do que significa ser mulher

Máximo respeito a todas as mulheres, independentemente de raça, de cor, de etnia, de crespo, de liso. Mulher merece respeito. Mulher forte. Sempre. Muito orgulho em ser mulher.

Durante dois anos e meio, Yann Arthus-Bertrand e Anastasia Mikova viajaram por 50 países e entrevistaram 2.000 mulheres de todas as idades, etnias, credos e condições sociais numa recolha de “confissões” íntimas e universais.

A diversidade das mulheres que se apresentam diante de nós é notável, quer em termos de cultura, idade, identidade de género, orientação sexual ou privilégio. Apesar da imensidão dos testemunhos que vemos no ecrã, das suas caras próximas, ali ao nosso alcance, existe uma linha que conduz todo o documentário: o ser mulher. Não há aqui respostas erradas, porque é o conjunto das mesmas que importa perceber e nos abre os olhos para a resposta global que neste filme nos se apresenta. Ser-se mulher é mesmo uma imensidão de coisas.

Temas como o impacto que o sexo pode ter numa mulher, seja na beleza de encontrar, ao fim de décadas, o que é um orgasmo com uma outra mulher ou, noutro caso, ser um dos objetivos primários do seu companheiro sempre que fazem sexo: proporcionar-lhe um orgasmo que não tem falhado ao longo de longas décadas. Sim, porque a idade aqui não é tabu. E são-nos apresentadas histórias de mulheres que sentem a vontade de fazerem cirurgias plásticas e outras que brincam com o pender das suas peles. Nenhuma delas sem qualquer moralismo associado, este é um espaço de liberdade.

Woman esteve em discussão no Podcast Dar Voz A esQrever 🎙🏳️‍🌈

Os maus-tratos, a violência doméstica, as queimaduras químicas, a violação, a excisão feminina, a venda do corpo em tempos de guerra civil e de caos, são temas que não são esquecidos. São, aliás, dos temas mais transversais que podemos ver neste documentário, porque – e será fácil percebê-lo – as mulheres, independentemente do seu contexto social e cultural são também elas transversalmente violentadas. Mas Woman tem a sensibilidade e o cuidado para não tornar estes testemunhos na primeira pessoa, de plano fechado na cara de cada mulher, sensacionalistas. Existe aqui uma segurança, um porto seguro para elas, por mais violento que possa ser aquilo que connosco partilham. Difícil será não carregarmos com elas um pouco do seu sofrimento, não diluirmos com elas a sua dor, basta que as escutemos e as entendamos.

Esta desarmante nudez frente às câmaras só foi possível porque estas milhares de mulheres foram entrevistadas e apoiadas pela co-diretora do filme Anastasia Mikova, tendo Yann Arthus-Bertrand dado espaço para que esses momentos pudessem surgir em segurança.

Esta nudez simbólica também tomou forma literal na celebração dos corpos daquelas mulheres, algumas poderosas e orgulhosas, outras tímidas e pequenas, outras ainda sem saber o que fazer e a brincar com poses de riso aberto. Todas elas mulheres, mulheres nuas, inteiras.

O documentário Women está disponível para ver gratuitamente na RTP Play.


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