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Tina: O documentário que conta a história de emancipação de Tina Turner

O documentário, que foi exibido no festival de Cinema de Berlim, estreia na HBO e conta o caminho tortuoso de Tina Turner da violência doméstica à sua independência como artista e mulher.

Tina, o documentário que estreia no próximo dia 27 de março na HBO norte-americana, retrata a vida de Anna Mae Brown, nascida nos campos de algodão no Tennessee e que aos 20 anos já cantava blues e black gospel ao lado de seu futuro marido Ike Turner numa postura explosiva em que misturava o carisma de Diana Ross e a voz potente de Aretha Franklin. Dele ganhou o nome, e assim nasceu Tina Turner, um dos maiores ícones da pop mundial. Mulher, negra, violentada.

O filme dedica boa parte do seu tempo precisamente à relação abusiva de Ike e Tina, a dupla de sucesso entre 1957 e 1976 quando, segundo ela conta no documentário, “um dia, num quarto de um hotel, dei-lhe uma massagem nas costas para ele dormir. Quando adormeceu, fiz as minhas malas e nunca mais voltei”.

Quando Ike bateu em Tina pela primeira vez ela tinha apenas 22 anos. O filme mostra algumas fotos da época em que ela aparece com o rosto inchado e lembra uma tentativa de suicídio da cantora. Foram anos de culpa e medo até se livrar de Ike que, amparado por poderosos advogados, não lhe deixou nenhum património na separação, a não ser o nome Tina – que ele lhe deu por ser fã da série Sheena: Queen of the Jungle. Anna Mae nem fora consultada quanto a essa mudança de nome artístico. Mas era o nome que tinha perante o seu público e a única coisa que lutou por manter aquando do divórcio, apoderando-se assim do seu próprio destino.

Mas esse destino este longe de ser fácil. Tina passou boa parte dos anos 1970 e 1980 a aceitar participar em concertos e programas de televisão duvidosos para se sustentar. “Não foi uma boa vida. Ou pelo menos o lado ruim não foi equilibrado pelo bom. O lado positivo é que chegamos eventualmente a um momento na vida em que não precisamos falar mais sobre isso“, diz ela hoje, aos 81 anos.

Respeito é o que quero. É o que a maioria quer. Mas muitas vezes não conseguimos aquilo que queremos. Especialmente nós mulheres. Já os homens não. Eles fazem o que querem, na hora que querem –  Tina Turner, durante um concerto nos anos 1970.

O documentário conta igualmente a narrativa de uma mulher que demorou para conquistar o respeito do da indústria discográfica e que encontrou, por fim, o amor em 1986 com o produtor musical alemão Erwin Bach, com quem é casada até aos dias de hoje.

Tendo aberto, a muito custo, portas para cantoras como Beyoncé, Rihanna ou Alicia Keys, Tina é um documentário imperdível que cimenta a importância de Tina Turner entre as melhores. Simplesmente a melhor.

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O septuagésimo primeiro segundo do Podcast Dar Voz A esQrever 🎙️ 🏳️‍🌈 é apresentado por nós, Pedro Carreira e Nuno Gonçalves. Começamos por discutir a nova protegida de Manuel Luís Goucha, a proto-facha Suzana (with a Z?) Garcia e a sua candidatura pelo PSD à Câmara Municipal da Amadora. Depois falamos de algo bom, a visibilidade de Gottmik e da sua identidade trans não binária – de RuPaul's Drag Race para o Mundo. Falamos também do bullying sofrido pela atriz lésbica Ruby Rose e do conteúdo queer da nova edição do Festival Política. No Dar Voz A… discutimos a nova gravação de Fearless de Taylor Swift e da série Gene+ation da HBO. Não há Sawyer Lê Fachos porque o bicho teve indeciso mas infelizmente não se calou. Para participarem e enviar perguntas que queiram ver respondidas no podcast contactem-nos via Twitter e Instagram (@esqrever) e para o e-mail geral@esqrever.com. E nudes já agora, prometemos responder a essas com prioridade máxima. Podem deixar-nos mensagens de voz utilizando o seguinte link, aproveitem para nos fazer questões, contar-nos experiências e histórias de embalar: https://anchor.fm/esqrever/message 🗣 – Até já unicórnios 🦄 Música por BenSound e Taylor Swift ; Jingle por Hélder Baptista  🎧 Este Podcast faz parte do movimento #LGBTPodcasters 🏳️‍🌈
  1. T5 | Ep.33 – You Belong With Me: Goucha, Gottmik, Ruby Rose e… Sócrates?
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