Jogos Olímpicos: TikTok e Twitter removeram vídeos que expuseram atletas LGBTI no Grindr

O TikTok e o Twitter removeram vários vídeos das suas plataformas que expuseram atletas olímpicos LGBTI em Tóquio que usaram a dating app Grindr.

Alguns dos vídeos contavam com milhares de visualizações e foram criados através do recurso “explorar” do Grindr para encontrar perfis de usuários na Vila Olímpica de Tóquio. Nos vídeos podiam ser vistos vários perfis onde alguns usuários mostraram os seus rostos completos e partilharam detalhes de identificação. Alguns dos atletas identificados seriam originários de países conhecidos pela política homofóbicas.

Após a denúncia, o Twitter disse que os vídeos violavam a sua política de conduta de ódio e disse que estava a tomar medidas para removê-los. O TikTok disse igualmente que removeu os vídeos da sua plataforma porque violaram suas diretrizes da comunidade.

Os vídeos eram assim um risco para atletas LGBTI e representavam uma real ameaça para quem vive em países onde a homossexualidade ainda é proibida. Recordamos que ainda há 69 países no Mundo que criminalizam a homossexualidade.

O Grindr condenou as pessoas que partilharam os vídeos e afirmou que estas violaram os Termos e Condições do aplicativo, que “proíbe a exibição, publicação ou distribuição públicas de qualquer conteúdo ou informação que faça parte dos serviços Grindr“.

“Por respeito à privacidade dos nossos utilizadores e por respeito aos compromissos contratuais assumidos por esses indivíduos, a Grindr exige que estes removam as suas publicações que incluem imagens da plataforma Grindr“, diz o comunicado.


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Nos dias 22, 25 e 26 de setembro, a Assembleia da República ouviu associações, famílias, pessoas trans e especialistas no âmbito da discussão, na especialidade, de três projetos de lei sobre autodeterminação de género apresentados por Chega, PSD e CDS-PP que pretendem reverter a lei de 2018.Neste episódio especial do Podcast Dar Voz a esQrever, reunimos algumas dessas intervenções.O foco está nas vozes da comunidade, de quem trabalha diariamente no terreno, de mães e pais de jovens trans e de especialistas das áreas da sociologia, psicologia, psiquiatria, pedopsiquiatria e endocrinologia.Optámos por não incluir intervenções que reproduzam discursos LGBTIfóbicos ou coloquem em causa a dignidade e os direitos das pessoas trans. O objetivo deste episódio é dar espaço a quem vive estas realidades, acompanha pessoas e famílias ou trabalha e investiga nestas áreas. As sessões completas estão disponíveis no site do Canal Parlamento.Artigos mencionados no episódio:Lei Histórica de Autodeterminação de Género Aprovada no Parlamento PortuguêsReino Unido: suicídios entre jovens trans aumentaram durante restrições aos cuidados de saúdeRelatório Cass: Entre a evidência científica e a instrumentalização da saúde de jovens TransPSD, Chega e CDS aprovam retrocesso na autodeterminação de género: Lei atual mantém-se por agora, mas futuro é incertoAlterações de nome e género aumentam em Portugal num ano marcado pela ameaça à lei da autodeterminaçãoAté onde nos trouxe o movimento de conquista de direitos para pessoas trans?Ordem dos Médicos critica projetos da direita sobre identidade de género: “não refletem o conhecimento médico atual”ONU pede retirada de projetos do PSD, Chega e CDS que alteram lei da autodeterminação de géneroMais de 60 entidades subscrevem comunicado que denuncia retrocesso nos direitos trans e intersexo: “A nossa autonomia não é debatível”Nenhum direito vive sozinho: porque a luta LGBTQIA+ precisa de ser interseccionalCAPÍTULOSComunidade e associações00:04:18 — Jo Matos, rede ex aequo00:06:29 — Tiago Sampaio, rede ex aequo00:10:29 — António Vale, AMPLOS00:12:55 — Patrícia Almeida, AMPLOS00:17:39 — Rita Paulos, Casa Qui00:22:49 — Beatriz Flores, ILGA Portugal00:26:57 — Daniela Bento, ILGA Portugal00:30:12 — Jo Rodrigues, Anémona00:36:40 — Helder Bértolo, Opus DiversidadesEspecialistas — intervenções iniciais00:43:35 — Sandra Saleiro, socióloga e professora universitária00:52:50 — Carla Moleiro, psicóloga clínica e professora universitária01:00:13 — Zélia Figueiredo, médica psiquiatra01:07:32 — Rui Ferreira Carvalho, médico especialista em pedopsiquiatria01:15:00 — Miguel Saraiva, médico endocrinologistaEspecialistas — respostas às questões colocadas01:22:12 — Sandra Saleiro01:30:03 — Carla Moleiro01:37:38 — Zélia Figueiredo01:43:28 — Rui Ferreira Carvalho01:49:01 — Miguel Saraiva#LGBTQ #DireitosLGBTQ #DireitosTrans #Intersexo #Autodeterminação #Portugal
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3 respostas a “Jogos Olímpicos: TikTok e Twitter removeram vídeos que expuseram atletas LGBTI no Grindr”

  1. […] Daley para todos os atletas do futuro (e não só) e ainda do outing de atletas LGBTI por parte de influencers do TikTok. E para não variar usamos o Dar Voz A… para destacar Drag Race, não só a grande vencedora […]

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  2. […] Os locais de usuários da aplicação de encontros Grindr foram recolhidos e vendidos desde pelo menos 2017, noticiou o Wall Street Journal; a empresa reduziu há dois anos os dados partilhados com parceiros de publicidade, mas não deixa de ser acusada de ser cúmplice em colocar usuários potencialmente em perigo, nomeadamente com outings. […]

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  3. […] Durante os Jogos Olímpicos de 2021 o Grindr foi usado para forçar o outing de atletas presentes na app. […]

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