Josh Cavallo tornou-se no primeiro futebolista no ativo a assumir-se gay: “Não faças de conta que és alguém que não és”

Josh Cavallo, jogador de 21 anos do Adelaide United, é o primeiro futebolista profissional no ativo a assumir-se como gay, tendo explicado que tentou escondê-lo para se encaixar no estereótipo do profissional de futebol, pois receava um impacto negativo.

É impressionante saber que não haja futebolistas no ativo que se tenham assumido, quer na Austrália, quer no mundo. Espero que isto mude no futuro”, acrescentou Cavallo, afirmando que existem igualmente jogadores que “vivem no silêncio”.

Sempre senti que me devia esconder, tinha vergonha. Vergonha de não poder fazer o que gosto por ser gay. Esconder quem sou para perseguir um sonho. Sempre quis jogar futebol e ser tratado de igual, e isso não parecia ser possível”, disse o jogador num vídeo publicado no Twitter.

O central australiano assumiu que pensava que as pessoas começariam a tratá-lo “de forma diferente” ou mesmo a dizer mal dele quando descobrissem que é homossexual: “Não foi o caso.”

Quando muito, ganhei ainda mais respeito das pessoas. A reação e o apoio que recebi de treinadores e companheiros, foi incrível“, enalteceu.

A saída do armário de Cavallo recebeu inúmeras manifestações de apoio, desde companheiros de equipa, ao próprio clube, mas também por internacionais e outros clubes que mostraram o seu apoio.

Ao assumir publicamente a homossexualidade, Josh Cavallo pretende transmitir que “é ‘ok’ ser gay e jogar futebol“, seja a que nível for.

Não faças de conta que és alguém que não és. Sê tu próprio. Nasceste para ser tu próprio, não outra pessoa qualquer“, sublinhou.


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Episódio ESPECIAL: Opiniões sobre comunidade LGBTI+ com Cairo Braga, André Tecedeiro, Luísa Semedo e Pedro Carreira. Cairo Braga tem neste episódio especial o duplo-papel de pessoa convidada e moderadora de uma conversa sobre a série de artigos de opinião que surgiram nos últimos dias sobre as identidades e vivências da comunidade LGBTI+… escritas quase na totalidade por homens heterossexuais, cisgénero, brancos e de meia idade. Para tal, juntam-se a Cairo o André Tecedeiro, a Luísa Semedo e o Pedro Carreira para uma conversa na primeira pessoa sobre este ataque, aproveitamento e obsessão que algumas pessoas comentaristas têm para falar da comunidades LGBTI+. A não perder! Artigos por pessoas LGBTI+ mencionados no episódio: A chave do armário e o orgulho da invisibilidade (por Luísa Semedo) De onde vem o que julga saber? Já conversou com pessoas trans e não-binárias? (por André Tecedeiro) O bullying dos opinion-makers (por Ana Aresta) Destransição: Dos mitos aos factos (por Pedro Carreira) Sigam e descubram o trabalho de: Cairo Braga André Tecedeiro Luísa Semedo Música por Fado Bicha: Fado Alice (com Alice Azevedo); Jingle por Hélder Baptista 🎧 Este Podcast faz parte do movimento #LGBTPodcasters 🏳️‍🌈 Para participarem e enviar perguntas que queiram ver respondidas no podcast contactem-nos via Twitter e Instagram (@esqrever) e para o e-mail geral@esqrever.com. E nudes já agora, prometemos responder a essas com prioridade máxima. Podem deixar-nos mensagens de voz utilizando o seguinte link, aproveitem para nos fazer questões, contar-nos experiências e histórias de embalar: https://anchor.fm/esqrever/message 🗣 – Até já unicórnios 🦄
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2 comentários

  1. Presumo que o maior “entrave” no futebol seja o “sentir atração” por colega (jogador) de time adversário! Ainda a homossexualidade masculina é vista “fluída”: talento, beleza, simpatia, podem levar dois homens a se relacionar! Por trabalhar direto com meu chefe, ouvi de uma colega de setor: “secretário”! Só que acabei namorando foi chefe de setor vizinho, do qual ouvi do funcionário dele, que podia conversar com chefe e fazer acertos de horários com ele! Só que quando comecei o namoro, ele disse que percebeu o funcionário “jogando charme” e até haviam ido ao banheiro, urinado próximos, onde teve apenas o pênis contemplado! Já comigo, ele gostou porque pode se abrir comigo, namorar. Ai eu disse, relação homo, por não ter um regramento de relação conjugal “lider/liderado” não ocorre happy hour ou namoro, por imaturidade de alguma das partes. Mas ainda elogiei ele, me penetrando sem pressa e com carinho! Muitas vezes, desencontros ocorrem, dentro do próprio meio (homo/bi)!

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