Qatar ameaça retirar bandeiras do Orgulho LGBTI do Mundial de Futebol

Qatar ameaça retirar bandeiras do Orgulho LGBTI dos estádios do Mundial de Futebol
Fã invade campo durante jogo do Campeonato Europeu de 2021 entre a Alemanha e a Hungria.

Abdullah Al Ansari, um dos principais responsáveis por garantir a segurança do próximo Mundial de Futebol no Qatar, admitiu que pode vir a optar por proibir a exibição de bandeiras LGBTI nos estádios de futebol.

O dirigente local do Campeonato do Mundo de Futebol explicou que a medida tem como objetivo “proteger” as pessoas adeptas que utilizem bandeiras ou outro tipo de símbolos, uma vez que o Qatar é um país conservador.

Organização responsabiliza potenciais vítimas

Se ele [um adepto] erguer uma bandeira arco-íris e eu a retirar, não é por querer mesmo retirá-la para o insultar, mas sim para o proteger. Porque, se não for eu, alguém poderá atacá-lo. Não posso garantir o comportamento de toda a gente“, afirmou.

Não há, verdadeiramente, necessidade de erguer essa bandeira [do Orgulho LGBTI], neste momento (…). Se querem demonstrar a vossa visão, demonstrem-na numa sociedade onde seja aceite“, reiterou Ansari.

Uma pessoa virá ao Qatar para assistir a um jogo de futebol, “não para demonstrar um ato político“, prosseguiu o dirigente do Mundial de Futebol. “Que veja o jogo, mas não venha cá insultar toda a sociedade“, rematou.

Direitos Humanos voltam a ser centro das atenções e das preocupações

Tal como no Campeonato Europeu de Futebol em 2021, o tratamento de fãs da comunidade LGBTI no Mundial de Futebol do Qatar é alvo de preocupação. São várias as entidades ligadas ao futebol e ao movimento nos últimos meses têm levantado questões sobre o assunto. A rede FARE, que monitora eventuais casos de discriminação nos jogos, pediu que haja respeito com fãs durante a disputa do Mundial. 

A ideia de que a bandeira [do Orgulho LGBTI], que é reconhecida universalmente como símbolo da diversidade e igualdade, será retirada das pessoas para protegê-las não será considerada aceitável. E será encarada apenas como um pretexto (para o preconceito)”, afirmou Piara Powar, diretor executivo da FARE.

Com ou sem bandeiras do Orgulho LGBTI, o Mundial de Futebol do Qatar arranca a 21 de novembro.


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