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O Natal de cada pessoa

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Idealmente, o Natal é a festa da família. Imaginamos logo uma casa cheia de gente com comida na mesa, presentes à volta da árvore de Natal, músicas da quadra, etc. No entanto, há Natais muito diferentes. Muita gente prefere, ou então por circunstâncias da vida, viver o dia mais esperado de dezembro de outra forma.

A Joana tem 24 anos, acabou o mestrado há pouco tempo e já está a trabalhar numa empresa multinacional na área dos recursos humanos. Este ano está super feliz por ir passar o Natal à terra com os pais e com o irmão. Espera uma mesa recheada com o habitual bacalhau, azevias, arroz doce e todos os pecados que se podem comer nesta altura. É, portanto, a festa da família e altura de desembrulhar os presentes no acolho daqueles que mais se gosta.

O Bernardo fez 27 anos no mês passado e resolveu contar aos pais que é homossexual e que está a namorar com o homem da vida dele. Tanto o pai como a mãe não compreenderam a “decisão” (tal como eles pronunciaram) do filho. Pela primeira vez, não vai passar o dia 24 e 25 com a família. Vai ficar em casa com o homem que ama e optar por “um jantar mais tranquilo com a única pessoa que me pode amparar nesta altura de negação familiar”, refere.

A Sara e a Mafalda vivem juntas há dois anos e vão passar o dia 24 na casa dos pais da primeira e o dia 25 com os pais da segunda. Foi decidido entre todos que este ano terá de ser assim, já que no ano passado não conseguiram estar todos juntos. Os pais da Mafalda já tratam a Sara por “filhinha” e é uma animação quando se encontram. O irmão da Sara é o melhor amigo da Mafalda e não podia ter pedido melhor cunhada. Ambas as famílias vão optar por ementas simples, que “nos façam, acima de tudo, ter tempo para conviver e não perder muito tempo a cozinhar nem a fazer compras desmesuradas no supermercado”, salienta a Mafalda.

O João tem 32 anos e já há muitos anos que os pais emigraram para a Suíça, desde então que o Natal nunca mais foi como era antes. Prefere viajar durante o ano e escolher uma cidade para descobrir juntamente com os pais e aproveitar melhor o tempo. “O Natal não é razão para juntar a família nem para gastar balúrdios a oferecer presentes. Prefiro investir o meu dinheiro de outra forma e passar tempo de qualidade com a minha família”, revela. Este ano vai passar o dia 24 de dezembro a distribuir mantas e alimentos pelos sem-abrigo em Lisboa.

Há muitos Natais. Uns mais radiantes do que outros. Mas o importante é que sejamos felizes e não deixemos que as decisões de outros influenciem a nossa felicidade, nem o amor que temos por quem nos faz sentir o trenó do Pai Natal a voar na barriga. Que existam muitas formas de amor. E esse é o principal valor da época. Feliz Natal ⛄

 

Nota: Fotografia por Dmitry Bayer.

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