Rússia: Depois da morte de Yelena Grigorieva, ativistas temem pela própria vida

O grupo homofóbico russo ‘Saw’ (nome inspirado nos filmes de terror) publicou uma lista online de pessoas que deveriam ser mortas por fazerem parte da comunidade LGBTI. A ativista Yelena Grigorieva, cujo nome constava nessa lista, foi esfaqueada até à morte esta semana perto da sua casa. Mas há mais doze nomes listados e ativistas temem agora pela própria vida.

Yelena Grigorieva recebeu várias ameaças de morte e denunciou-as à polícia que não conseguiu reunir os meios para a proteger, tendo sido assassinada domingo passado. Grigorieva tinha escrito que o site organizara uma verdadeira “caça a pessoas homossexuais, bissexuais e transgénero” na primavera de 2018 e foi fechado várias vezes, mas sempre voltou a aparecer online. O site publicou os dados pessoais de ativistas “supostamente LGBTI”, “incluindo fotografias e moradas de residência” e ofereceu prémios a quem completasse um ataque.

O site também extorquiu as pessoas no site pedindo 1.500 rublos (cerca de €20) para que as informações pessoais fossem removidas. Os administradores prometeram proteção legal aos usuários que caçassem as pessoas LGBTI listadas e disseram que poderiam estes poderiam fazer “qualquer coisa além de matar.

A existência desta lista macabra levou algumas pessoas ativistas a deixar temporariamente a Rússia, incluindo a líder da Rede LGBTQ da Rússia, Misha Tumasov. O banco de dados incluía informações sobre outras figuras proeminentes, como Igor Kotchetkov, um ativista fortemente envolvido na divulgação da repressão aos gays da Tchetchénia. Kotchetkov já recebeu ameaças de morte pelo seu trabalho.

Agora, sete ativistas pelos direitos das pessoas LGBTI na Rússia pediram às autoridades que investiguassem possíveis ameaças às suas vidas. O grupo lamenta que “durante muitos meses” a Polícia não tenha atuado na identificação das pessoas responsáveis pela lista. Segundo ele, a lista relacionava ativistas e organizações para que fossem “caçados”. O site já foi bloqueado, mas ativistas acreditam que ainda estão em perigo.

A Alemanha já condenou, esta quarta-feira, o assassínio de Yelena Grigorieva e apelou às autoridades que investiguem se o crime está ou não relacionado com o seu ativismo pelos direitos LGBTI.

Fontes: The Advocate, Estadão e JN.


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