Tiago Braga atua no Porto Pride: “Um mar de gente, de todas as cores, tamanhos e feitios a celebrar o amor e a diversidade!”

Fotografia pela ⓒ Diana Monteiro, descubram-na no Instagram!

Tiago Braga é um dos nomes confirmados para atuar no Porto Pride que acontece já no próximo dia 14 de setembro na Praça D. João I. Em plenos preparativos e ensaios do seu concerto, falámos sobre as suas expetativas e na importância que estes eventos têm na sua cidade-natal, o Porto. Vale a pena ler:

O teu concerto no Porto Pride vai ser especial a diversos níveis, para além de ser na ‘tua cidade’, vai ser a tua estreia em palco com banda completa num evento desenhado por ti. Que emoções andas a sentir nestes dias que precedem o grande momento?

Uma vontade enorme de que chegue o dia 14! Um pouco de nervos e ansiedade claro, porque vai ser um dos concertos mais importantes da minha carreira. Mas sobretudo felicidade, porque estou mesmo muito grato pelo facto da organização do Porto Pride ter apostado em mim e me ter dado um espaço para eu fazer aquilo que mais gosto na primeira edição do evento. É uma grande responsabilidade, mas também uma grande honra. Ando a preparar este concerto há meses e estou super ansioso para que ele finalmente se concretize!

O Porto Pride promete “dar cor à cidade”, como tens visto a evolução e o crescimento da cidade no que toca à visibilidade das pessoas LGBTI?

Acho que a cidade do Porto tem evoluído no que diz respeito às matérias LGBTI, sim. Eu costumo ir às marchas do orgulho no Porto desde que descobri a minha sexualidade e raros foram os anos em que falhei. E a percepção que tenho é que, de ano para ano, a marcha reune cada vez mais pessoas, de todas as orientações sexuais, etnias, backgrounds, idades e contextos possíveis. E acho que isto é um reflexo de que o Porto tem evoluído no que toca à visibilidade das pessoas LGBTI.

Claro que ainda há muito caminho por desbravar e pode sempre fazer-se mais e melhor. Mas também há que reconhecer o mérito quando é devido, e o Porto merece-o. Eu mudei-me recentemente para Lisboa por causa da minha carreira e, por incrível que pareça, acho que me sinto mais seguro enquanto homossexual no Porto do que na capital. Isto também pode ser por associar mais o Porto ao lugar de casa, mas ainda assim, é a percepção que tenho.


Fotografias pela ⓒ Diana Monteiro, descubram-na no Instagram!


Ligado a este primeiro Porto Pride está a candidatura portuguesa ao EuroPride em 2022 que, a acontecer, poderá mudar por completo o impacto do Pride à escala nacional. Portugal precisa de um evento internacional como este?

Claro que sim! Eu gostava imenso que o EuroPride se realizasse cá em 2022 e tenho imensa fé na candidatura Portuguesa. Acho que qualquer país beneficia com a realização de um evento destes, quer culturalmente, quer financeiramente, quer ideologicamente. Infelizmente, no campo da política, existem partidos de extrema direita com base em discursos de ódio que têm vindo a ganhar tração em Portugal. Ou pelo menos é essa a percepção que tenho. E isso assusta-me profundamente, porque apesar de achar que estamos longe disso acontecer, não quero sequer imaginar o que seria de Portugal com um Bolsonaro 2.0 no poder. E uma realização do EuroPride 2022 em Portugal ia, creio eu, ajudar a que esses partidos perdessem tração e terreno na área política. Na pior das hipóteses, iam ter que levar com bichas e arco-íris quer quisessem quer não. E, afinal de contas, é sempre bom arreliar um homofóbico.

Mas acho que o EuroPride ia sobretudo ter impacto nas áreas da música e do entretenimento. Acredito que fizesse com que estas indústrias acordassem para a realidade de que o público LGBTI é um público com poder de compra e que existe um mercado maior do que aquele que está a ser aproveitado para explorar. Faz-me imensa confusão num Portugal onde o filme do Variações já é o filme mais visto do ano de 2019 não se aposte mais nos artistas e nas histórias LGBTI. E acho que o EuroPride podia ser o empurrão que a industria da música, bem como várias outras, precisam para perceber isso.

Dia 14, na Praça D. João I, o que esperas ver daquele palco?

Por muito clichê que pareça, espero genuinamente ver um mar de gente, de todas as cores, tamanhos e feitios, felizes e sem terem medo de serem quem são, a celebrar o amor e a diversidade. Porque afinal de contas é para isso que o evento serve! Espero ver sorrisos, outfits extravagantes, maquilhagens extraordinárias e muitas, muitas bandeiras do orgulho. Mas acima de tudo espero ver um público que vibre com o concerto que tenho preparado tanto como eu e a minha banda vamos vibrar enquanto estivermos em cima daquele palco!


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