“Levitating”, por Pedro Leitão

Publicamos hoje um artigo diferente: um conto da autoria de Pedro Leitão, uma história de encontros, desencontros e reencontros de dois rapazes que, em plena pandemia do coronavírus na cidade do Porto, se cruzam num primeiro jantar em casa de amigos também numa primeira tentativa de regresso a uma nova normalidade. Mas normalidade está longe de ser aquilo que os esperava. Vale a pena relaxar, deixar uma música de fundo como banda-sonora e ler esta história de aproximações:

Quando abriu o forno só lhe apeteceu chorar. Sabia que não devia ter trocado as natas pelo pacote de bechamel que tinha na despensa. As quiches de Gustavo eram sempre elogiadas em todos os jantares e, por mais que levasse, nunca sobrava uma fatia. Mas a daquele dia foi directa do forno para o caixote do lixo. A massa queimara e o recheio ficara uma pasta esverdeada, de aspecto repelente, que nem chegara a cozer. Não devia ter trocado os ingredientes, talvez pudesse ter esmagado melhor o ricotta com a noz-moscada e a pimenta preta, salteado os espargos durante mais alguns minutos antes de os adicionar ao recheio. A temperatura demasiado alta do forno fora, sem dúvida, o principal erro. Enfim, agora não servia de nada carpir aquele desastre. Tinha de ir rápido ao supermercado antes que fechasse.

Para entrar na loja já sabia contar com uma espera de pelo menos meia hora. As pessoas arrastavam-se para o meio da rua em intervalos de dois passos entre cada uma. Aquela fila era o pior de tudo: as máscaras, as caras tensas e, sobretudo, a incapacidade de encetar uma conversa para aliviar a espera. Esse, que era o mais natural costume contra o tédio, perdera-se em menos de duas semanas. As indicações do segurança à entrada ritualizavam a profilaxia: desinfecte as mãos, aguarde, calce as luvas, pode entrar. Gustavo foi directo à garrafeira, onde escolheu dois tintos, um Douro e um Alentejo, e depois à queijaria. Substituiriam a quiche no jantar de aniversário do amigo Filipe. Pensou melhor e voltou à garrafeira. Agarrou numa garrafa de gin: não o mais barato, contrariando o reflexo inicial. Eram raras as oportunidades em que podia beber com os amigos. Trouxe Hendricks. 

                  De volta a casa, apenas teve tempo de tomar banho e vestir-se para o jantar. Agarrou nos vinhos, no queijo, no gin, meteu-os num saco e voltou a sair. Pelo caminho cruzou-se com a estudante espanhola de Erasmus com quem dividia casa e que, desde o início da quarentena, passara a ter aulas virtuais no quarto. Gustavo também estava em teletrabalho. Através do portátil, monitorizava o desempenho de algumas ferramentas de marketing digital. Mas as suas tarefas profissionais ficavam despachadas antes do meio-dia. Os cursos de e-learning que a empresa o obrigava a fazer tornavam-se ruído de fundo de conversas no Messenger. Entre a sessão de masturbação diária e a aula de abdominais transmitida por um qualquer personal trainer no Instagram, chegava a hora do seu habitual passeio de final da tarde. Sacava uma mini do frigorífico, saía de casa e caminhava até ao miradouro que havia na Faculdade de Arquitectura. Não era a melhor vista da cidade mas ao menos ali ninguém o incomodava com a doutrina do confinamento obrigatório. De qualquer forma, era só o tempo de tomar uma cerveja enquanto observava o sol mergulhar no mar sob a ponte.

                  Tocou à campainha. O aniversariante e o namorado moravam no último piso de um prédio na parte alta de Santa Catarina. Subiu ao sexto andar e bateu à porta. «A quiche?!», exclamou Rui, mal o viu. «Boa tarde para ti também, amigo da onça. Está no lixo, saiu mal. Trouxe gin para compensar». O gesto do beijo de cumprimento ficou suspenso na primeira, imperceptível, intenção de movimento. «Nada de contacto, não é?». Permaneceram um segundo hesitantes. «Anda, entra». A relação de Rui e Filipe era a mais duradoura do seu círculo de amigos. Tinham completado cinco anos de namoro no mês anterior e decidiram celebrar a data com uma viagem de três dias a Londres. Mal voltaram, decretou-se o recolhimento obrigatório. «O Gustavo e as quiches chegaram!», ouviu-se da cozinha. Chica veio ter com ele de braços estendidos mas, ao ver o amigo com um saco de garrafas na mão, o seu entusiasmo ficou visivelmente abalado. «As quiches estão de quarentena. Desculpa, Chica. Mas trouxe algo melhor». Atrás de si alguém disse, «Espero que seja álcool – para beber, não para desinfectar!». «Bingo», e ali estava finalmente o aniversariante. «Parabéns, meu querido. Trouxe-te uma prenda, mas tens de prometer que a partilhas, pelo menos comigo». E puxou a garrafa de gin do saco. «Hendricks! Oh, o meu favorito. Claro que sim (mas só contigo, ok?)». Rui ouviu o aparte e protestou, já chateado. Gustavo divertia-se com aquele número de opereta conjugal quando reparou que, detrás da Chica, saía outra pessoa na cozinha. «É o meu amigo Diogo», disse. «Olá. Acho que já nos conhecemos de vista, do Aduela ou assim». «Sim, acho que me lembro de ti. Ouvi dizer que as tuas quiches são famosas. Mal posso esperar por provar».

                  No final do jantar, o que tinha à sua frente assemelhava-se a uma mesa de operações depois de uma complexa cirurgia de muitas horas. O bolo retalhado, desmanchado às camadas, com a cobertura a derreter e a transbordar do prato para a toalha. As velas derretidas num rasto de pingos azuis que salpicavam a caixa de cartão branca. Um batalhão de garrafas, quatro de vinho, várias, mais pequenas, de cerveja, e aquela preta bojuda, cujas últimas gotas Gustavo despejava para o copo antes de misturar com Schweppes. Guardanapos estendidos em zonas de contenção de vertimentos, e caricas Superbock ubiquamente plantadas pela mesa, pelos pratos, algumas no chão, e uma entre os dedos de Diogo que, rodando-a mecanicamente, ia desenhando figuras picotadas na toalha da mesa, nunca completadas pela evaporação dos pontos no tecido ao fim de alguns segundos. Filipe falava animado sobre os dias que tinham passado em Londres: «Saímos do teatro e procurámos um sítio para tomar um copo. Mas, claro, lá os pubs fecham cedíssimo e nem têm espaço para dançar. Decidimos procurar na net e acabámos por ir ter à melhor festa gay de Londres! Foi super divertido, e nem foi assim tão caro». Gustavo ouvia-o sob o entorpecimento doce do gin, em que todas as palavras pressupõem algum movimento. Imaginou-se na tal festa cheia de gente, asfixiada de música e de vozes a sobreporem-se constantemente. Sentiu na pele um ritmo inventado e teve uma imediata vontade de dançar. Levantou-se: «Tu a falares em festa e a música tão baixa que mal se ouve». O seu telemóvel estava ligado às colunas da sala; tinha-lhe cabido a escolha da playlist para o jantar.     If you don’t wanna see me dancing with somebody.                Gustavo começou a dançar com o copo de gin, enquanto os amigos se riam dele. Diogo foi o primeiro a tomar a iniciativa de o acompanhar. Chica seguiu-o logo. Os namorados ainda ficaram enroscados nas cadeiras mais uns minutos, até Filipe se desfazer do nó e puxar Rui para o meio da sala.     Don’t show up, don’t come out, don’t start caring about me now.     Gustavo estava orgulhoso. Os seus amigos dançavam, bebiam e riam, como era suposto. A sua profunda felicidade naquele instante casava com a constatação da assombrosa privação sensorial do último mês. Ouviu detrás de si: «Vou ali ao bar buscar um copo. Queres alguma coisa?». Gustavo sorriu. «Tenho de acabar esta. Mas se puderes levar isto ao bengaleiro agradeço-te». Despiu a camisola e entregou-a a Diogo. Ainda estava com calor. «Afinal vou contigo. Preciso de apanhar ar». 

                  Tal como se lembrava, a vista da varanda era arrebatadora: via-se dali todo o Porto, a cidade iluminada em prédios que ainda não dormiam e ruas como artérias de luz naquela noite de primavera incrivelmente morna. Ou talvez fosse o sangue a correr ao ritmo da música que lhe desse essa impressão. Inclinado sobre o parapeito, sentiu o suave encosto de Diogo no seu braço. «Está uma noite óptima», disse, suavizando o impacto. Na penumbra que os envolvia, Gustavo viu-o muito sereno, tal como estivera ao longo do jantar, sempre que simulava um cruzamento acidental com aquele olhar e era surpreendido pelo sorriso já pronto para o receber. Agora tinham os braços colados, despidos contra o azulejo frio do parapeito e aquela parecia-lhe uma sensação antiga resgatada do esquecimento. A sua pele branca contrastava com a outra mais morena, com fios finos de pelo preto dispostos numa seara ordenada que se movia ao ritmo da respiração de ambos. Só então Gustavo percebeu realmente o quão próximos estavam. 

                  Na sala já se dançava outra canção.     I should’ve stayed at home, ‘cause now there ain’t no letting you go.     A campainha da entrada deu a nota dissonante que pôs fim à festa. «Baixa a música. É a vizinha de baixo a queixar-se do barulho». Aquela interrupção fez vibrar em Gustavo uma preocupação, que rapidamente dominou todo o seu espírito. Concentraram-se os cinco à volta da mesa e, como tripulantes que pressentem um naufrágio, começaram imediatamente a arrumar a sala. Diogo levava a loiça suja para a cozinha onde Chica a passava por água e metia na máquina. Rui e Filipe apanhavam as garrafas vazias e as caricas do chão, empilhando o lixo. Gustavo reordenava a mobília da sala que fora arrastada para improvisar uma pista de dança. Quando terminou, disse aos amigos, «Bem, vou indo. Obrigado pelo jantar e pela companhia. E parabéns outra vez pelos 28, meu querido. Prometo fazer-te uma festa de arromba quando isto tudo acabar». Era uma promessa que Gustavo tencionava cumprir, pensou, enquanto vestia o casaco. Aquela noite fizera-o perceber a falta que os amigos lhe faziam. «Ainda podemos ficar, só precisamos de pôr a música mais baixo», disse-lhe Filipe, mas Gustavo lembrou-o que já eram quase duas da manhã e que tinha de trabalhar no dia seguinte. Despediu-se de todos com um aceno atirado da distância recomendada. Antes de entrar no elevador ainda ouviu Rui bradar da porta, «Para a próxima não te esqueças da quiche!» 

                  Quando chegou à torre do JN, a caminho de casa, tinha já resolvido a irritação que o consumia desde que saíra de casa dos amigos. Não se despedira nem simulara sequer um encontro furtivo com o olhar de Diogo, o que sabia seria interpretado como um eloquente sinal de desinteresse. Mas, à medida que descia Santa Catarina, chegava progressivamente a um compromisso com a sua consciência: a conversa à varanda não ia evoluir para nada e, mesmo que algo tivesse acontecido, aquela não era a melhor altura para se envolver com outra pessoa. Era melhor assim. Quando tudo isto passasse voltaria a falar com Diogo. Combinaria com ele um copo no Aduela, e o episódio na varanda daria o mote para reatarem o contacto. Tudo se resolveria quando isto passasse. Dentro de algumas semanas, ou um mês, talvez. No telejornal falavam em três meses, na melhor das hipóteses. Com a vacina a chegar apenas no próximo ano, não se sabia ao certo quando voltaríamos à normalidade. Enfim, esperava-o uma longa fiada de dias em isolamento no quarto. 

                  Olhou para cima: o tecto era de betão escuro, fendido e com manchas de musgo seco. Parou sob o viaduto de Gonçalo Cristóvão porque pareceu-lhe que o letreiro do Pérola Negra estava ligado; mas era uma ilusão, ou a sua mente a pregar-lhe uma partida de mau gosto. «Dale a tu cuerpo alegria, qu4rentena» era a mensagem escrita sobre o fundo branco. As taglines semanais do Pérola eram icónicas, e partilhadas até à exaustão nas redes sociais. Aquela fê-lo sorrir e lembrou-se que tinha sido ali a sua última saída à noite. Imaginou-se a descer a escadaria vermelha da entrada, pelos degraus pontuados de luz que levam à pista. Encontrou lá os amigos da última saída, o Tiago que está em Lisboa e que lhe pagou um copo, o Fábio que tinha recolhido à terra no início da quarentena. Estavam lá as caras habituais a quem Gustavo, entre copos de gin, sorria em aceno de reconhecimento, antes de se lançar na torrente de música, bebida e corpos em que gostava de navegar pelas longas horas da noite. Por vezes, essas vagas habituais transmutavam-se inesperadamente em marés vivas de inebriante potência, a cujos prazeres sucumbia totalmente. Fora assim a sua última noite ali. 

                  Encostou-se às grades, por baixo do letreiro apagado. A rua estava deserta. Os semáforos sob o viaduto executavam a sua sinfonia de cores para uma sala vazia. Nos ouvidos de Gustavo ainda ressoavam as gargalhadas dos amigos abandonados há instantes. Depois de uma noite tão rica, a desolação da cidade feria-lhe o espírito, acenando-lhe com o vislumbre melancólico das semanas seguintes passadas no quarto, entre a secretária e a cama, tendo no ecrã do portátil o único proxy para o contacto social e na janela para o exterior a recordação constante da impostura do mundo virtual. Tinha recuperado uma dimensão do mundo perdida pela castidade do toque, e agora doía-lhe a sua falta. O toque dos dois braços contra o azulejo frio da varanda e os fios morenos a dançar na brisa da noite.     Oh no, I was doin’ better alone, but when you said, “Hello”, I knew that was the end of it all.     NãoDecidiu que aquela noite e aquele local mereciam o tributo da sua melhor disposição. Talvez conseguisse estender a memória do jantar através da música. No telemóvel, a canção interrompida pela campainha da porta ainda estava em pausa.     Am I falling in love with the one that could break my heart?     Numa erupção de adrenalina, voltou a ser levado para dentro do Pérola, mergulhou de novo na escadaria vermelha, foi fulminado pelos feixes de luz verde da pista. O corpo libertou-se novamente do torpor de semanas e, ali na rua, sob o letreiro apagado, dançou como se aquela noite voltasse até si. 

                  «E agora, posso oferecer-te uma bebida?». A playlist não parava: faixa seguinte.     If you wanna run away with me, I know a galaxy and I could take you for a ride.   Gustavo voltou-se e ali estava Diogo, que lhe estendia uma garrafa de cerveja. «Moro aqui na Lapa, estava a caminho de casa e vi-te a dançar». Depois de uns segundos de estupefacção, conseguiu articular os primeiros sons. Gustavo disse-lhe que estava apenas a cumprir as indicações de saúde, apontando para o letreiro. Ele riu-se: «Pois, bailemos, então», disse-lhe, entregando uma das cervejas (trouxera as duas para si ou já esperava aquele encontro?). Fixou o olhar naquele sorriso luminoso, indiferente à coreografia do galanteio de que se tinha ocupado umas horas antes. Diogo dançava para aquele momento, para aquela música, para si.     Glitter in the sky, glitter in our eyes, shining just the way we are.     «Fico contente por te ter encontrado a caminho de casa», e ambos beberam, sem desviar o olhar do outro. Gustavo disse-lhe, esforçando-se por se fazer ouvir, «Há bocado, na varanda…», mas a música parecia abafar tudo, «…estavamos tão bem. Não queria que a noite acabasse». Diogo deu-lhe o sorriso mais aberto até então: «Não acabou ainda». Olhou em redor, o cruzamento, os semáforos, o céu cinzento coberto de betão. «Anda. Vamos até à varanda». 

                  Começou a subir a rua, olhando para trás a cada par de passos, garantindo que Gustavo o seguia. Depois estancou subitamente, com as mãos na anca, como que desafiando-o. Então desatou a correr, entrando pelo viaduto. Gustavo não se lembrava de alguma vez ter passado ali a pé; como poderia, se aquela era uma das vias mais movimentadas da cidade, e exclusivamente reservada a carros. Mas Diogo lá estava, uns cem metros à sua frente, chamando-o ao seu encontro, no meio da grande pista de asfalto que se eleva em panorâmica sobre a Baixa. Aproximou-se do varandim do viaduto. Reparou na ampla perspectiva aos seus pés: o fosso da estação de metro e a esplanada verde no topo, à sua esquerda a parede de tijolo do edifício do JN, e os torreões iluminados da Câmara e da igreja da Trindade, lado a lado no plano visual, a primeira mais alta e mais distante, a outra mais recuada. Estremeceu quando a mão de Diogo alcançou o seu flanco direito e aí ficou, sem o puxar para si, apenas pousada, como a fonte de energia que aquecia toda aquela noite. Não se virou para ele; continuou a encarar a cidade. No par de minutos que se seguiu, Gustavo não pensou em nada. Fez descer a consciência aos músculos que se contraiam em contacto com a mão de Diogo. E aí se deteve, profundamente anestesiado pelo calor, como um corpo exaurido que mergulha lentamente numa piscina de águas termais. Despertou desse estado quando sentiu uma leve tensão de movimento. A mão descolara da posição original e iniciara uma trajectória lenta para baixo, acompanhando a linha da ilíaca. Gustavo engoliu em seco. Nesse momento, sentiu a mão entrar no seu bolso e tirar-lhe bruscamente o telemóvel. Ainda estremunhado com aquele repente, voltou-se para Diogo, que exibia o saque, sorrindo com ar trocista e sedutor. «Para que foi isso?», e exigiu que lhe devolvesse o telemóvel. «Com uma condição». O brilho do ecrã inundou de luz a cara de Diogo e a música que ouviam há instantes voltou a soar, no volume mais alto possível. Estendeu-lhe o telemóvel: «Dança comigo»     I got you, moonlight, you’re my starlight. I need you all night. Come on, dance with me.    Era inútil continuar a resistir. Gustavo cedeu totalmente ao impulso que vinha reprimindo toda a noite. Desta vez, foi ele que cingiu Diogo, apertando-o contra si, corpo com corpo. Estavam na varanda do sexto andar de Santa Catarina, na cave feérica do Pérola Negra, no meio da deserta pista de asfalto do viaduto. Estavam presos nos braços um do outro, dançando por se enlaçaram cada vez mais.     You can fly away with me tonight. Baby, let me take you for a ride. Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah.     Atados os corpos, os olhares ainda lassos cruzaram-se.     I need you all night. Come and dance with me.     Deixou que a música o conduzisse; devia-lhe aquela noite e aquele beijo. 

                  I’m levitating.

Pedro Leitão


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