Academia Impõe novos critérios de representação para os Óscares

Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney vencem o Óscar por Moonlight nos prémios de 2017

Foram anunciadas na passada quarta feira, dia 9 de setembro, novas medidas da Academy of Motion Picture Arts and Science (AMPAS) para a elegibilidade dos filmes nomeados a Melhor Filme na cerimónia dos Óscares a partir do ano de 2024. Essas medidas, parte da iniciativa Academy Aperture, incluem a obrigatoriedade de obedecer a uma série de diretivas da AMPAS que visam aumentar a representação de grupos e minorias normalmente discriminados no que toca à visibilidade no grande ecrã e acesso às mesmas oportunidades da maioria vigente.  

O documento, assinado pelo presidente da Academia, David Rubin, e a principal executiva Dawn Hudson, visa ser “um catalista para uma duradoura e necessária mudança na nossa indústria“, segundo os mesmos. A partir dos Óscares de 2024 – 96ª edição – os filmes terão de obedecer a pelo menos duas das quatro cláusulas principais destas medidas, sendo elas: 

  • Representação no Ecrã, Temas e Narrativas 
  • Liderança Criativa e Equipa do Projeto 
  • Acesso à Indústria e Oportunidades 
  • Desenvolvimento do Público 

Na primeira passa a ser obrigatório que pelo menos um protagonista ou 30% do elenco incluam mulheres, minorias raciais e pessoas LGBTI, bem como os temas abordados a elas dirigidos. Semelhantes critérios são aplicados às equipas criativas e de produção do filme para que ele possa ser considerado elegível. Tudo isto acontece depois da edição de 2020 ter celebrado pela primeira vez um filme de língua estrangeira, Parasite, e um elenco completamente composto de pessoas não brancas.  

Esta iniciativa é sem dúvida valorosa e essencial num mundo pós-#MeToo e #BlackLivesMatter e pode incitar mudanças profundas na indústria, ainda demasiado discriminatória, racista, misógina e LGBTIfóbica. No entanto, os critérios ainda não precisam de ser satisfeitos na sua inteiridade e podem existir avaliações demasiado subjetivas dos critérios escolhidos pelos estúdios para defender a sua elegibilidade e também não abrangem outras categorias que não a de Melhor Filme.

A indústria cinematográfica continua muito atrás da televisiva neste campo e precisa de apostar incomparavelmente mais no talento de produtoras encabeçadas por mulheres, pessoas não-brancas e LGBTI. Ainda assim, qualquer passo é importante para a visibilidade e pessoas normalmente colocadas de parte e para vermos cada vez mais as nossas histórias representadas no grande ecrã, contadas por nós e para nós.

Fonte: AMPAS


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