Ruby Rose foi hospitalizada após ataque homofóbico em adolescente

Shape.

Em entrevista, Ruby Rose, a modelo e atriz australiana popularizada em séries como Orange Is The New Black, falou sobre a sua infância e em como sofreu um violento ataque homofóbico.

“Adorava estar com todos os rapazes e meio que me via como um deles”, contou. “Por muito tempo, pensei que havia algo de errado comigo, ou que eu não era do género que deveria ser,” ela continuou. “Demorei anos, mas, eventualmente, percebi que era OK e que era muito andrógina e sintonizada com a minha própria energia masculina.”

Quando se assumiu lésbica aos 12 anos, Rose disse que a sua mãe a apoiou totalmente, mas não colegas de turma.

Foi insultada e evitada, as raparigas a acusaram-na de olhar para elas no vestiário e escreviam “odiamos Ruby” nas paredes das casas de banho. “Foi horrível,” disse ela sobre o bullying que enfrentou. “Foram pequenos momentos de bullying como esse que me fizeram sentir como se não pudesse ser eu mesma.” Mas, como se não bastasse, as situações não se ficaram por aí. Muito pelo contrário.

“Fui hospitalizada e depois fiquei fora da escola cerca de cinco dias,” disse Rose. “Fui espancada por cerca de quatro raparigas e um rapaz diante de 50 outras pessoas. Bateram na cabeça com cadeiras de metal num café, atiraram-me coisas e deram-me um soco. Acabei com lacerações, grandes contusões, concussão e também… estava horrorizada. Tinha sido muito intimidada, mas não a esse ponto em que estava preocupada com a minha própria vida.”

Na época, Rose queria apresentar queixa, mas a sua mãe estava preocupada primeiramente em a proteger do trauma mental do ataque e também não tinha dinheiro para contratar serviço de advocacia.

Rose disse que ainda recebe mensagens de pessoas e colegas que testemunharam o ataque pedindo desculpas ou dizendo que ainda têm pesadelos com o mesmo.

Recentemente a atriz participou na primeira temporada de Batwoman como a super-heroína lésbica e a sua identidade secreta, Kate Kane. Infelizmente, devido a lesões sofridas enquanto fazia acrobacias nas gravações da série, foi forçada a sair da série após uma temporada.


Ep. 260 – ESPECIAL Autodeterminação de género: comunidade, famílias e especialistas no Parlamento – Dar Voz a esQrever: Notícias, Cultura e Opinião LGBT 🎙🏳️‍🌈

Nos dias 22, 25 e 26 de setembro, a Assembleia da República ouviu associações, famílias, pessoas trans e especialistas no âmbito da discussão, na especialidade, de três projetos de lei sobre autodeterminação de género apresentados por Chega, PSD e CDS-PP que pretendem reverter a lei de 2018.Neste episódio especial do Podcast Dar Voz a esQrever, reunimos algumas dessas intervenções.O foco está nas vozes da comunidade, de quem trabalha diariamente no terreno, de mães e pais de jovens trans e de especialistas das áreas da sociologia, psicologia, psiquiatria, pedopsiquiatria e endocrinologia.Optámos por não incluir intervenções que reproduzam discursos LGBTIfóbicos ou coloquem em causa a dignidade e os direitos das pessoas trans. O objetivo deste episódio é dar espaço a quem vive estas realidades, acompanha pessoas e famílias ou trabalha e investiga nestas áreas. As sessões completas estão disponíveis no site do Canal Parlamento.Artigos mencionados no episódio:Lei Histórica de Autodeterminação de Género Aprovada no Parlamento PortuguêsReino Unido: suicídios entre jovens trans aumentaram durante restrições aos cuidados de saúdeRelatório Cass: Entre a evidência científica e a instrumentalização da saúde de jovens TransPSD, Chega e CDS aprovam retrocesso na autodeterminação de género: Lei atual mantém-se por agora, mas futuro é incertoAlterações de nome e género aumentam em Portugal num ano marcado pela ameaça à lei da autodeterminaçãoAté onde nos trouxe o movimento de conquista de direitos para pessoas trans?Ordem dos Médicos critica projetos da direita sobre identidade de género: “não refletem o conhecimento médico atual”ONU pede retirada de projetos do PSD, Chega e CDS que alteram lei da autodeterminação de géneroMais de 60 entidades subscrevem comunicado que denuncia retrocesso nos direitos trans e intersexo: “A nossa autonomia não é debatível”Nenhum direito vive sozinho: porque a luta LGBTQIA+ precisa de ser interseccionalCAPÍTULOSComunidade e associações00:04:18 — Jo Matos, rede ex aequo00:06:29 — Tiago Sampaio, rede ex aequo00:10:29 — António Vale, AMPLOS00:12:55 — Patrícia Almeida, AMPLOS00:17:39 — Rita Paulos, Casa Qui00:22:49 — Beatriz Flores, ILGA Portugal00:26:57 — Daniela Bento, ILGA Portugal00:30:12 — Jo Rodrigues, Anémona00:36:40 — Helder Bértolo, Opus DiversidadesEspecialistas — intervenções iniciais00:43:35 — Sandra Saleiro, socióloga e professora universitária00:52:50 — Carla Moleiro, psicóloga clínica e professora universitária01:00:13 — Zélia Figueiredo, médica psiquiatra01:07:32 — Rui Ferreira Carvalho, médico especialista em pedopsiquiatria01:15:00 — Miguel Saraiva, médico endocrinologistaEspecialistas — respostas às questões colocadas01:22:12 — Sandra Saleiro01:30:03 — Carla Moleiro01:37:38 — Zélia Figueiredo01:43:28 — Rui Ferreira Carvalho01:49:01 — Miguel Saraiva#LGBTQ #DireitosLGBTQ #DireitosTrans #Intersexo #Autodeterminação #Portugal
  1. Ep. 260 – ESPECIAL Autodeterminação de género: comunidade, famílias e especialistas no Parlamento
  2. Ep. 259 – ESPECIAL: A luta pela autodeterminação de género e contra as práticas de conversão em Portugal
  3. Ep. 258 – UE protege mulheres trans, Chicão muda de opinião & Women Talking + Young Hearts

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Uma resposta a “Ruby Rose foi hospitalizada após ataque homofóbico em adolescente”

  1. […] de RuPaul’s Drag Race para o Mundo. Falamos também do bullying sofrido pela atriz lésbica Ruby Rose e do conteúdo queer da nova edição do Festival Política. No Dar Voz A… discutimos a nova […]

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