A Aposta Em Salvador Sobral

 

Estamos a poucas horas da final do Festival Eurovisão da Canção e este ano o hype pela canção portuguesa tem ultrapassado quaisquer expectativas iniciais. Numa parceria entre Luísa Sobral e o irmão Salvador, Amar Pelos Dois tem vindo a ameaçar o favoritismo à vitória da canção italiana, Occidentali’s Karma, canção esta que é também uma das favoritas da equipa portuguesa.

Se em sites de apostas andam ambos os temas taco-a-taco, a Google anunciou a subida da 5ª posição para o topo da aposta nacional entre as canções a concurso mais pesquisadas a nível mundial. Austrália e Bélgica – esta última que se encontra igualmente entre as preferências de Luísa e do Salvador – encerram o pódio das canções que mais interesse suscitaram nas pesquisas mundiais:

Portugal será o 11º país a pisar o palco da Eurovisão na final deste sábado, entre 26 concorrentes e pouco depois do italiano Francesco Gabbani (9º) e a abrir caminho para a Austrália (14º). Por fim, e entre os países favoritos aqui mencionados – e não serão os únicos – a belga Blanche será a 23ª performance.

Independentemente do resultado final – e esta é já a primeira vez que Portugal consegue chegar à final do festival desde 2010 – quer a crítica, quer o público têm sido unânimes e altamente favoráveis à participação portuguesa. E entre o espalhafato assumidamente pop e o uso do Inglês na esmagadora maioria das restantes canções, Amar Pelos Dois sobressai pela sua genuína simplicidade aliada a uma voz que tem conquistado o mundo inteiro.

Será isso suficiente para levar as notas máximas do júri e do público (ambas contam 50% para a votação final)? Será que o efeito de dark horse de Salvador Sobral, um alien por entre dezenas de entertainers e bailarin@s, jogará a seu favor? Despido de produção megalómana, essa poderá verificar-se ser aposta ganha num festival que, recordemos, está também ele cheio de canções vencedoras que fugiram dos moldes-padrão daquilo que se considera uma canção e uma apresentação festivaleira.

O interesse na Eurovisão está este ano claramente em alta em Portugal, num conceito que não lhe tem sido fácil ou justo. Mas este ano dá gosto ver tanta gente que, se outrora ignorou o festival durante anos – décadas, até -, diz estar motivada com Amar Pelos Dois. Porque para lá de toda a perspectiva de união internacional que está na base do festival desde que foi lançado em 1956, desta vez parece valer mesmo a pena. Alcancem o Salvador e a Luísa a melhor posição de sempre por uma canção portuguesa ou não, este ano já todos e todas ganhámos.

Fontes: Imagem, Público e A Televisão.

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