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Pabllo Vittar surpreendeu o maior Arraial Lisboa Pride de sempre (Fotos de Rita Campos)

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Ontem o Arraial Lisboa Pride, a 22ª edição, começou com um fenómeno atmosférico estranho a avistar-se vindo do outro lado do rio, uma manta de neblina a marchar a caminho da cidade. Como se uma debandada de unicórnios viesse pela Ponte 25 de Abril a caminho do Terreiro do Paço. E claro que veio. A partilhar o espaço com o Mundial de futebol do outro lado da Praça era inegável que naquele dia era NOSSA. Os arcos-íris inundaram um dos mais reconhecíveis espaços públicos Lisboetas, levados com o orgulho de todas as pessoas que ali foram viver a sua verdade. E foi a maior enchente de sempre: 60.000 pessoas! Cada vez mais livres. Cada vez mais elas. E a Rita Campos estava lá para as fotografar.

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Sorrisos por todo o lado. Gritos de alegria absolutamente inadulterados. Beijos a pontuar a alegria de ali estar em partilha. Dança desprovida de vergonha. Ver adolescentes a libertarem-se de qualquer inibição social. Sexagenários a integrar com curiosidade a diversidade que ali transbordava. Quem ainda acha que o Pride é contraproducente ou desnecessário nunca foi a um. Simples. Quem vai percebe que nada ali é postiço ou forçado. É o reflexo mais fiel de tudo aquilo que somos e que, na maioria das vezes, não podemos ser. Nos discursos apaixonados dos e das representantes políticas da nossa cidade sentíamos que com aquelas pessoas nos podíamos sentir seguros e seguras. E no manifesto de liberdade de Joana Cadete Pires e Ana Aresta da ILGA Portugal ficou uma mensagem muito clara ao Presidente da República: “O VETO NÃO FAZ O NOSSO GÉNERO”.

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A música que vinha do palco e das colunas de som vinha com a força que no passado me inspirou a não continuar invisível em todos os dias à exceção daquele. Pisei o palco mais um ano com o coro CoLeGaS, que vi no meu primeiro Pride sem saber a revolução que me esperava, e pude olhar para um orgulho cada vez mais determinado de todas as pessoas que nos olhavam de volta. Incríveis DJ sets da #CasaDoCais e da MAG, talvez a melhor DJ para um Pride em qualquer lugar no mundo. Um espetáculo mais uma vez incrível e militante do Fado Bicha, a demonstrar que a tradição e a cultura que nos tornam Portugueses e Portuguesas pode (e deve) andar de mãos dadas com o holofote que clama ferozmente por igualdade. Para todos e todas. E também para celebrar a música pop e honrar as canções que nos fizeram mais livres, tivemos a reunião nostálgica das Nonstop, literalmente as Girls Aloud portuguesas, que levaram o Terreiro do Paço ao rubro com as canções sacarinas e irresistíveis. Ao limite fomos. Duas vezes. E ia terceira.

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Mas não há como evitar falar do grande destaque do Arraial Lisboa Pride deste ano. Talvez o maior golpe de todas as edições tenha sido a surpresa incrível que aconteceu durante o espetáculo drag da lendária Deborah Krystal e da emergente Sylvia Koonz. Ouviam-se zum-zuns nas redes sociais desde há dias. Pabllo Vittar estava em Lisboa. Mas nada fazia crer que poderia acontecer qualquer coisa. Mas depois de um set de Koonz de homenagem a Pabllo, surge talvez a drag queen com maior projeção a nível internacional de momento, com um following que já vai muito além do brasileiro e conquistou o mundo, nomeadamente com a parceria com o produtor americano Diplo, vulgo Major Lazer.

E Pabllo Vittar, na sua primeira atuação em Portugal, fez jus à sua fama, muitas vezes ameaçada por homofobia gritante no seu país de origem (e não só). Mas a discriminação só a faz mais forte e com orgulho mostra quem é: a cada movimento sedutor, a cada sorriso contagiante, a cada olhar penetrante. Comovida com a receção fogosa de um Terreiro do Paço lotado, fez as cores do arco-íris que inundava a estátua de D. José I mais vibrantes que nunca. E depois de limpar as lágrimas com papel A4 com o alinhamento do concerto, que aconteceu totalmente pro bono e a favor da causa, despediu-se com promessa de regresso. O Arraial Lisboa Pride nunca mais vai ser o mesmo. Vai mesmo haver um antes e um depois da feitiçaria de Pabllo Vittar. Até para o ano.

 

As fotografias que aqui apresentamos do maior Arraial Lisboa Pride de sempre foram tiradas pela Rita Campos e poderão ver ainda mais no seu Facebook. Sigam-na, descubram-na. Likes cheios de orgulho no seu Instagram! 😍📸🏳️‍🌈

 

PS: Numa nota muito pessoal, um obrigado a Pabllo Vittar, que para além de furacão no palco é um poço de amor fora dele, por fazer aquele miúdo de 11 anos que vivia em medo de descobrir quem era o rapazinho mais feliz do Mundo por breves momentos ❤️🦄

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Atualização: E a imagem escolhida pela Pabllo para marcar a noite é:

 

 

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