Violência doméstica em casais LGBTIQ+

A violência doméstica pode assumir-se como uma verdadeira entrave na vida das pessoas que a vivenciam. Se já é difícil viver com o peso de ser ou ter sido vítima de violência doméstica, sendo heterossexual, ainda se torna mais complicado ser LGBTIQ+ e ser também vítima de violência doméstica. Desta forma, torna-se um “duplo peso”, que consiste na discriminação e no preconceito que as pessoas LGBTIQ+ sentem e nas sequelas que a violência doméstica em si proporciona. 

Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV), “a violência doméstica abarca comportamentos utilizados num relacionamento, por uma das partes, sobretudo para controlar a outra.As pessoas envolvidas podem ser casadas ou não, ser do mesmo sexo ou não, viver juntas, separadas ou namorar.Todos podemos ser vítimas de violência doméstica.As vítimas podem ser ricas ou pobres, de qualquer idade, sexo, religião, cultura, grupo étnico, orientação sexual, formação ou estado civil.” 

 Atualmente, a ideia que a vítima de violência doméstica é do sexo feminino e, por sua vez o agressor é do sexo masculino, ou seja, o habitual casal heterossexual que estamos habituados a ver, ainda está muito enraizada. Esta ideia tem que ser desconstruída rapidamente. Existe sim, violência doméstica entre casais constituídos por duas pessoas do mesmo sexo. E se já é difícil viver com o preconceito existente na família, na escola, no trabalho, nos locais públicos relativamente à orientação sexual ou à identidade de género, ainda mais complicado é sofrer também agressões físicas, verbais, psicológicas, sexuais, exercidas em contexto doméstico.

As pessoas LGBTIQ+ sempre tiveram menos visibilidade por pertencerem a um grupo minoritário, sempre tiverem que enfrentar o rótulo que a sociedade faz por terem uma orientação sexual ou identidade de género “diferente”, quando na realidade não é diferente, mas sim normal como aliás, se tem vindo cada vez mais a provar. As próprias pessoas LBGTIQ+ têm vergonha de expor que são vítimas de violência doméstica, visto que ao terem que dar a conhecer a sua situação é necessário denunciar xs companheirxs ou xs namoradxs, expondo a sua orientação sexual ou identidade de género, quando muitas vezes ainda não estão preparadxs para o fazer. Outros dos problemas, constitui-se pelo facto de sentirem que o seu pedido de ajuda pode ser desvalorizado pelos órgãos polícias e pelas instituições, como muitas vezes já aconteceu. O receio das atitudes preconceituosas e discriminatórias relativamente à orientação sexual ou identidade de género, por parte dos órgãos aos quais as vítimas se dirigem, constata-se como mais um dos grandes problemas. Sabemos que isto não devia acontecer, porém a falta de formação e sensibilização relativamente a este tema, proporciona este tipo de situações ainda hoje em dia.

Em suma, estas são algumas das razões agravam a vida das pessoas LGBTIQ+ que são vítimas de violência doméstica. São necessárias medidas extremas, centradas e próximas dos indivíduos que se debrucem sobre esta problemática. Tanto a violência doméstica como a discriminação LGBTIQ+, são temas muito importantes a serem falados e discutidos e, acredito convictamente, que é desde tenra idade que devem ser explicados a qualquer criança ou jovem, tendo com principal objetivo educá-lxs, informa-lxs e sensibilizá-lxs para a importância de vivermos numa sociedade mais justa e igualitária, na qual não devem existir crimes que põe vidas em risco ou incentivem qualquer tipo de agressão, de forma evitar possíveis atos de violência praticados no futuro.

Fonte: Imagem.


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